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Operação em condomínio de luxo de Natal mira quadrilha por desvio com lavagem de dinheiro que ultrapassa R$150 milhões, confira imagens da ação

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A ação ocorreu no condomínio Flora Boulevard e chamou a atenção dos moradores, destacando o sigilo da investigação em andamento  |   BNews RN - Divulgação Reprodução internet
Redação

por Redação

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Publicado em 07/04/2026, às 08h43



Uma ofensiva conjunta da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo revelou, nesta terça-feira (7), um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro que movimentou cifras milionárias por meio de criptomoedas.

Batizada de Operação Criptonita, a ação resultou na prisão de quatro suspeitos em cidades do interior paulista e também em Natal, além da identificação de um quinto envolvido que já estava sob custódia.

As prisões ocorreram nos municípios de Sorocaba, Indaiatuba e Santa Isabel, em São Paulo, e na capital potiguar. Segundo as autoridades, o grupo operava com divisão estruturada de funções e utilizava criptoativos como ferramenta central para ocultar a origem de recursos ilícitos.

Ação na capital potiguar

Com o apoio da Polícia Civil do Rio Grande do Norte movimentou um condomínio de alto padrão em Ponta Negra, na zona Sul de Natal, logo nas primeiras horas da manhã.

A ação teve como alvo um homem investigado por um suposto desvio milionário. que estaria residindo na capital potiguar há cerca de dois meses.

A ação ocorreu no condomínio Flora Boulevard, localizado em uma das áreas mais valorizadas do bairro de Ponta Negra, zona sul de Natal.

A presença policial chamou a atenção de moradores e reforçou o caráter sigiloso da investigação.

Uma operação da Polícia Civil movimentou um condomínio de alto padrão em Ponta Negra, na zona Sul de Natal, nas primeiras horas da manhã desta terça-feira (7).
Uma operação da Polícia Civil movimentou um condomínio de alto padrão em Ponta Negra, na zona Sul de Natal, nas primeiras horas da manhã desta terça-feira (7).

Investigação começou após sequestro em shopping de luxo

O ponto de partida da investigação foi um sequestro registrado no Shopping Cidade Jardim, em São Paulo. A partir desse episódio, agentes do 34º Distrito Policial conseguiram identificar conexões que levaram à descoberta de uma organização criminosa com atuação articulada no sistema financeiro paralelo.

O avanço das apurações indicou que o caso tem relação direta com uma investigação anterior conduzida pela Divisão de Crimes Cibernéticos (DCCiber), ligada ao Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic). Esse inquérito apura uma fraude bancária com prejuízo estimado em R$ 146,5 milhões.

Vínculos com fraude milionária e movimentações suspeitas

De acordo com os investigadores, a vítima do sequestro estaria envolvida no esquema financeiro sob investigação e teria participado da movimentação de recursos por meio de criptomoedas. Há indícios de que divergências internas, possivelmente relacionadas ao desvio de parte do dinheiro, tenham motivado o crime.

Outro ponto que chamou a atenção das autoridades foi a identificação de transferências superiores a R$ 70 milhões destinadas a um parceiro comercial ligado ao suspeito. O montante é considerado incompatível com a capacidade financeira oficialmente declarada, reforçando as suspeitas de lavagem de dinheiro.

A ação ocorreu no condomínio Flora Boulevard, localizado em uma das áreas mais valorizadas de Ponta Negra.
A ação ocorreu no condomínio Flora Boulevard, localizado em uma das áreas mais valorizadas de Ponta Negra.

Bens de alto valor e equipamentos apreendidos

Durante o cumprimento de 14 mandados de busca e apreensão, os agentes recolheram uma série de itens que evidenciam o padrão elevado de vida dos investigados e o funcionamento da operação criminosa:

- Relógios de luxo

- Veículos de alto padrão

- Celulares e notebooks

- Máquina de contar dinheiro

- Dispositivos utilizados em transações com criptomoedas

Entre os alvos da operação está um guarda civil municipal, o que amplia a gravidade do caso e levanta suspeitas sobre possível uso de função pública para facilitar as atividades do grupo.

Estrutura sofisticada e rastreamento em andamento

Segundo o delegado responsável pelo caso, Marcus Vinícius da Silva Reis, a investigação revelou um modelo operacional altamente estruturado. O uso de criptomoedas foi essencial para dificultar o rastreamento dos valores e dar aparência de legalidade às transações.

As autoridades seguem aprofundando as diligências para mapear o fluxo completo dos recursos e identificar outros possíveis envolvidos no esquema, que pode ter ramificações ainda mais amplas no sistema financeiro ilegal.

Classificação Indicativa: Livre

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