Polícia
por Lavínia Manso
Publicado em 14/08/2026, às 09h33
O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) deflagrou nesta sexta-feira (14) a operação Dupla Face para combater um esquema de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro ligado à organização criminosa Sindicato do Crime. A ação cumpriu oito mandados de busca e apreensão em Natal e São Gonçalo do Amarante, na Grande Natal, e terminou com a prisão em flagrante de um homem e a apreensão de skank.
Além da droga, as equipes recolheram celulares, dinheiro e documentos durante as diligências. O material será analisado pelo MPRN para identificar novas provas e verificar a possível participação dos investigados em outros crimes.
A operação contou com o apoio operacional da Polícia Militar. Promotores de Justiça, servidores do Ministério Público e policiais militares participaram do cumprimento das ordens judiciais expedidas pela Justiça.
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Segundo as investigações, o grupo mantinha uma estrutura voltada não apenas ao comércio de drogas, mas também à ocultação dos valores obtidos com as atividades criminosas. Para isso, os integrantes utilizavam contas bancárias de terceiros e empresas de fachada.
A apuração apontou ainda a existência de uma rede de contatos e operadores financeiros que disponibilizavam nomes, chaves Pix e contas de pessoas físicas e jurídicas para realizar a triangulação dos pagamentos relacionados à venda de entorpecentes.
A estratégia teria permitido ao grupo movimentar recursos sem utilizar diretamente as próprias contas dos envolvidos, dificultando o rastreamento da origem do dinheiro obtido com o tráfico.
A operação Dupla Face é resultado do avanço das investigações iniciadas na operação Entre Dois Mundos, deflagrada pelo MPRN em 11 de dezembro de 2025.
Com a nova etapa, os investigadores buscam aprofundar a apuração sobre o funcionamento da estrutura criminosa e identificar outros envolvidos no esquema financeiro.
Os materiais apreendidos durante a operação serão submetidos à análise do Ministério Público. A expectativa é que os dados encontrados em celulares, documentos e outros objetos ajudem a esclarecer a atuação do grupo e possam revelar novos crimes relacionados à organização.
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