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Operação da PF mira rede de exploração sexual no RN e em outros dois estados, veja detalhes da ação

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A Polícia Federal investiga uma organização criminosa que promove o tráfico de mulheres para exploração sexual em três estados brasileiros  |   BNews RN - Divulgação Reprodução internet
Redação

por Redação

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Publicado em 10/06/2026, às 09h49



Uma operação deflagrada pela Polícia Federal nesta quarta-feira (10) revelou indícios da atuação de uma organização suspeita de promover o tráfico interestadual de mulheres para exploração sexual no Nordeste.

A investigação aponta que o grupo teria atuação em estabelecimentos localizados no Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco.

Batizada de Operação Donos da Noite, a ação mobilizou equipes da Polícia Federal, do Ministério Público Federal (MPF), do Ministério Público do Trabalho (MPT) e do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O objetivo é aprofundar as investigações, localizar possíveis vítimas e identificar outros integrantes do esquema.

Mulheres vulneráveis seriam alvo do grupo

Segundo a PF, os elementos reunidos até o momento indicam que mulheres em situação de vulnerabilidade social eram recrutadas e exploradas sexualmente em estabelecimentos administrados pelos investigados.

As apurações apontam que as vítimas estariam submetidas a mecanismos que dificultavam o rompimento com a atividade, como a imposição de dívidas, cobrança de multas e exigência de metas de consumo.

De acordo com os investigadores, esses métodos funcionariam como instrumentos de controle e dependência, limitando a liberdade das mulheres exploradas.

Investigação aponta atuação no RN, Paraíba e Pernambuco

Outro ponto que chamou a atenção das autoridades foi a suposta transferência das mulheres entre unidades localizadas em diferentes estados nordestinos.

Os indícios apontam que vítimas eram deslocadas entre estabelecimentos no Rio Grande do Norte, na Paraíba e em Pernambuco, circunstância que reforçou a suspeita de atuação interestadual da organização criminosa.

A investigação teve início após informações obtidas pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) de Guarabira, na Paraíba. Com o avanço das apurações e a identificação de possíveis crimes federais, o caso passou a ser conduzido pela Polícia Federal.

Os indícios apontam que vítimas eram deslocadas entre estabelecimentos no Rio Grande do Norte, na Paraíba e em Pernambuco, circunstância que reforçou a suspeita de atuação interestadual da organização criminosa.
Os indícios apontam que vítimas eram deslocadas entre estabelecimentos no Rio Grande do Norte, na Paraíba e em Pernambuco, circunstância que reforçou a suspeita de atuação interestadual da organização criminosa.

Fiscalizações buscam identificar vítimas e possíveis resgates

Além do cumprimento de mandados de busca e apreensão, a força-tarefa realiza inspeções nos locais investigados para verificar a existência de vítimas de tráfico de pessoas e de trabalhadores submetidos a condições análogas à escravidão.

As equipes também buscam promover eventuais resgates e encaminhar as pessoas encontradas aos órgãos responsáveis pela assistência e proteção.

Durante as diligências, os agentes procuram recolher documentos, registros financeiros, equipamentos eletrônicos e outros materiais que possam contribuir para a comprovação dos crimes e para o avanço das investigações.

Crimes investigados

Segundo a Polícia Federal, os envolvidos poderão responder por diversos crimes, entre eles:

• Tráfico de pessoas;
• Redução à condição análoga à de escravo;
• Manutenção de casa de prostituição;
• Rufianismo;
• Outros crimes que venham a ser identificados ao longo da investigação.

As investigações continuam para esclarecer a dimensão da atuação do grupo, identificar todas as vítimas e apurar o envolvimento de outras pessoas no esquema.

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