Polícia
O rapper Oruam foi novamente alvo de um mandado de prisão preventiva após a revogação de uma liminar pelo Superior Tribunal de Justiça, sendo agora considerado foragido pela Justiça do Rio de Janeiro.
Ele respondia a um processo criminal por tentativa de homicídio qualificado contra dois policiais, enquanto estava sob monitoramento com tornozeleira eletrônica, mas descumpriu repetidamente as condições impostas, levando à nova ordem de prisão.
A Polícia Civil está em busca de Oruam, que não foi encontrado em sua residência, e as autoridades continuam a realizar diligências para localizá-lo e garantir a ordem pública.
A decisão da 3ª Vara Criminal do Rio de Janeiro recolocou o rapper Oruam no centro de um processo criminal que se arrasta desde 2025.
Após a revogação de uma liminar pelo Superior Tribunal de Justiça, a Justiça determinou a prisão preventiva do artista, que agora é considerado foragido.
A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro informou que foi até a residência do cantor para cumprir o mandado, mas ele não foi encontrado.
O que levou à nova ordem de prisão
Oruam respondia ao processo em liberdade, sob monitoramento por tornozeleira eletrônica. A condição foi mantida por decisão liminar do STJ. No entanto, relatórios técnicos da Secretaria de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro apontaram um histórico contínuo de descumprimento das medidas cautelares.
Segundo os registros oficiais, entre outubro e novembro de 2025 foram identificados 22 incidentes com o equipamento de monitoramento desligado por longos períodos. Em 2026, os apontamentos se intensificaram.
O monitorado utiliza tornozeleira eletrônica desde 30 de setembro do ano passado e, desde 1º de novembro, passou a apresentar sucessivas violações, totalizando 66 ocorrências, sendo 21 graves somente em 2026, em sua maioria relacionadas à falta de carregamento da bateria”, informou a Seap.
Ainda conforme a secretaria, a tornozeleira retirada em dezembro foi submetida à perícia, que constatou dano eletrônico compatível com impacto físico.
Perícia, relatórios e comunicação ao Judiciário
A Seap informou que os relatórios foram encaminhados mensalmente à Justiça.
“As violações foram formalmente comunicadas ao Poder Judiciário, com relatórios mensais encaminhados à Terceira Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio. Após a troca, o novo equipamento voltou a apresentar falhas por ausência de carregamento, e desde 1º de fevereiro deste ano permanece descarregado”.
Diante do conjunto de ocorrências, o Ministério Público pediu a prisão preventiva. Inicialmente, o juízo reconheceu o descumprimento, mas não decretou a prisão por causa da liminar vigente no STJ.
Com a revogação da medida, a juíza Tula Corrêa de Mello decidiu que as alternativas penais não eram mais suficientes.
“As medidas alternativas se mostraram insuficientes, determinando a retomada da prisão preventiva para garantir a ordem pública e a efetividade do processo penal”.
Relembre o caso que originou a ação penal
O processo criminal envolve a acusação de tentativa de homicídio qualificado contra dois policiais civis durante o cumprimento de um mandado judicial.
São vítimas o delegado Moyses Santana Gomes e o oficial Alexandre Alves Ferraz.
De acordo com a denúncia, durante uma operação realizada em 22 de julho de 2025 na casa do artista, ele e outras pessoas teriam arremessado pedras de grande porte contra os agentes.
Segundo a acusação, a operação tinha como objetivo cumprir mandado de busca e apreensão para localizar um menor investigado por atos análogos ao tráfico de drogas e crimes patrimoniais.
Além de Oruam, também respondem ao processo:
• Willyam Matheus Vianna Rodrigues Vieira
• Pablo Ricardo de Paula Silva de Morais
• Victor Hugo Vieira dos Santos
Contexto familiar citado nos autos
O processo também menciona que Oruam é filho de Marcinho VP, preso em penitenciária federal.
A informação aparece nos autos como parte da qualificação do réu, sem relação direta com os fatos investigados.
Situação atual
Com o mandado expedido e não cumprido, Oruam passa a ser considerado foragido da Justiça do Rio de Janeiro.
A Polícia Civil segue em diligências para localizá-lo.
Classificação Indicativa: Livre
Modo Karaokê
som poderoso
Notebook Poderoso
famoso copo
Smartwatch top