Polícia

Jovem resgatada de cativeiro recebe alta e relata agressões sofridas durante cinco dias

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Jovem resgatada de cativeiro relata agressões sofridas durante cinco dias. Hoje a jovem apareceu nas redes sociais pela primeira vez desde o resgate.  |   BNews RN - Divulgação Reprodução: Internet

Publicado em 22/08/2026, às 12h56   Redação



Emiliane Tamara Nunes Carvalho, de 24 anos, foi resgatada após cinco dias em cativeiro em Águas Lindas de Goiás, onde estava acorrentada e apresentava dificuldades para respirar, resultando em sua hospitalização e recuperação em casa.

A jovem relatou ter sofrido agressões e queimaduras durante o sequestro, e acredita que permaneceria no cativeiro por mais tempo se não fosse a mobilização de sua família e da comunidade, que ajudou nas buscas.

O ex-companheiro de Emiliane, Ailton Rodrigues de Souza, foi preso em flagrante e confessou ter dopado a jovem antes do sequestro; a polícia investiga as circunstâncias do crime e o histórico de violência doméstica do suspeito.

Resumo gerado por IA

Emiliane Tamara Nunes Carvalho, de 24 anos, recebeu alta hospitalar e já está em casa após ser resgatada de um cativeiro em Águas Lindas de Goiás, no Entorno do Distrito Federal. Neste sábado (22), a jovem apareceu nas redes sociais pela primeira vez desde o resgate e contou que ainda se recupera dos ferimentos.

Emiliane passou cinco dias desaparecida e foi encontrada na sexta-feira (21). Segundo a Polícia Militar de Goiás, ela estava presa com cordas, algemas e correntes e apresentava dificuldades para respirar quando foi localizada.

Já em casa, a jovem informou que continua sob efeito de medicamentos e apresenta ferimentos pelo corpo. Os olhos também foram afetados, o que tem dificultado até mesmo a leitura e a resposta às mensagens recebidas desde o resgate.

Veja o depoimento dela: 

Emiliane também relatou ter sofrido agressões durante o período em que permaneceu no imóvel. Segundo ela, foram utilizados panos com substâncias que provocaram queimaduras e lesões.

Jovem acredita que permaneceria por mais tempo no cativeiro

Ao falar sobre os cinco dias em que ficou presa, Emiliane contou que encontrou no imóvel uma quantidade de mantimentos que, na avaliação dela, permitiria que o cativeiro fosse mantido por um período prolongado.

A jovem acredita que não seria libertada pelo ex-companheiro e atribuiu o resgate à mobilização da família, de moradores e de outras pessoas que participaram das buscas desde o desaparecimento.

Ela também informou que estava separada do suspeito desde dezembro de 2025.

Ex-companheiro foi preso

Ailton Rodrigues de Souza, ex-companheiro de Emiliane, foi preso em flagrante na sexta-feira. Ele é suspeito de sequestrar a jovem e mantê-la em cárcere privado.

Segundo a Polícia Civil, o homem confessou ter dopado Emiliane antes de levá-la para o imóvel onde ela foi encontrada.

A polícia chegou ao cativeiro após o suspeito ser abordado em via pública. A partir da investigação de endereços ligados a ele, os agentes localizaram a casa onde Emiliane estava.

No imóvel, foram apreendidos uma arma de fogo, algemas, cordas, correntes e sedativos, além de um veículo.

A Polícia Civil de Goiás segue investigando as circunstâncias do sequestro, as agressões relatadas pela vítima e o histórico de violência doméstica envolvendo o suspeito.

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