Polícia
Um homem de 32 anos foi preso na manhã de terça-feira (30), no bairro Pitimbu, em Natal, suspeito de comercializar irregularmente canetas emagrecedoras anunciadas como retatrutida.
Segundo a Polícia Civil, o medicamento ainda não é comercializado em nenhum país, o que indica que a substância presente nos produtos pode ser diferente da informada, representando risco à saúde dos consumidores.
A prisão ocorreu durante diligências realizadas por equipes da Polícia Civil, que apreenderam os produtos vendidos ilegalmente. Após a abordagem, o suspeito foi encaminhado à delegacia para os procedimentos legais e, posteriormente, transferido ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça.
As investigações apontam que o homem oferecia as canetas como se contivessem retatrutida, medicamento experimental que ainda não recebeu autorização para comercialização. A polícia apura a origem dos produtos e as circunstâncias da venda.
Medicamento ainda não foi aprovado para venda
Desenvolvida pela farmacêutica Eli Lilly, a retatrutida é uma substância em fase de pesquisa voltada ao tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2. O medicamento atua nos receptores GLP-1, GIP e glucagon e segue em fase 3 de estudos clínicos.
Apesar dos resultados considerados promissores em pesquisas sobre perda de peso, a retatrutida ainda não foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) nem por qualquer outra autoridade reguladora no mundo. Por esse motivo, sua comercialização é considerada irregular.
A Anvisa informa que a substância não possui registro sanitário, autorização de fabricação ou licença para venda no Brasil. O órgão também determinou a apreensão e a proibição da comercialização de produtos anunciados como retatrutida.
Autoridades alertam para riscos do mercado clandestino
Especialistas alertam que medicamentos vendidos ilegalmente podem conter substâncias diferentes das divulgadas, além de impurezas ou serem produzidos sem controle adequado de qualidade e esterilidade. O consumo desses produtos pode provocar infecções, reações adversas e outras complicações à saúde.
A farmacêutica Eli Lilly também esclarece que a retatrutida está disponível apenas para participantes de ensaios clínicos autorizados. Segundo a empresa, qualquer produto comercializado para uso humano com essa indicação é vendido de forma ilegal.
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