Polícia
Publicado em 28/02/2026, às 14h27 Mayane Lins
Doze integrantes de um grupo criminoso foram identificados na comunidade do Passo da Pátria, em Natal, sendo responsáveis por quatro homicídios em 2024, o que levou a Polícia Civil do Rio Grande do Norte a deflagrar a Operação Decreto para desmantelar a organização.
Os investigados estão envolvidos em assassinatos, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, com um dos suspeitos preso em flagrante com drogas e dinheiro em espécie, enquanto o grupo mantém domínio territorial por meio de violência e ameaças.
A operação começou com a prisão de uma líder do grupo no Mato Grosso do Sul e um mandado contra outro suspeito foragido no Rio de Janeiro, com investigações em andamento para localizar os foragidos e responsabilizar outros envolvidos, sendo que o grupo movimentou mais de R$ 6 milhões em 18 meses.
Doze pessoas foram identificadas como integrantes de um grupo criminoso apontado como responsável por diversos crimes na comunidade do Passo da Pátria, na Zona Leste de Natal, entre eles, quatro homicídios registrados em 2024. A partir das investigações, a Polícia Civil do Rio Grande do Norte deflagrou nesta quinta-feira (26) a Operação Decreto, com o objetivo de desmontar a estrutura da organização e interromper a atuação do grupo na região.
Segundo o que foi apurado, os investigados estariam envolvidos em funções de comando e execução de assassinatos, além de ações ligadas ao tráfico de drogas e à lavagem de dinheiro. Nesta fase da operação, três suspeitos foram presos. Um deles acabou detido em flagrante, após os policiais encontrarem com ele cerca de 500 gramas de maconha e R$ 1 mil em espécie.
As investigações indicam ainda que o grupo mantinha domínio territorial no Passo da Pátria, usando ameaças e violência para impor ordens e controlar a área. Durante as diligências, a polícia também levantou a suspeita de que um ex-funcionário da Câmara Municipal de Natal teria tentado interferir na destinação de emendas parlamentares para o Carnaval de 2025, com a alegação de que haveria proibição de ações políticas na comunidade caso os recursos não fossem direcionados.
A operação começou a ser executada ainda na segunda-feira (23), quando a polícia cumpriu mandado de prisão no Mato Grosso do Sul contra uma mulher de 33 anos, apontada como uma das líderes do grupo. Além disso, foi expedido mandado contra outro suspeito considerado liderança, um homem de 24 anos, que está foragido no Rio de Janeiro.
De acordo com a investigação, o grupo teria movimentado mais de R$ 6 milhões em um período de 18 meses, valor atribuído principalmente à venda de drogas e a atividades ligadas ao controle territorial. A Polícia Civil informou que as investigações continuam para localizar os foragidos e aprofundar a responsabilização dos demais envolvidos.
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