Polícia
Uma operação policial em Ponta Porã resultou na prisão do ex-vereador Rodrigo Júnior, que transportava 257 quilos de cabelo humano, avaliado em R$ 2,5 milhões, em um veículo, evidenciando o uso da rota Brasil-Paraguai para contrabando de mercadorias de alto valor.
O motorista, que demonstrou nervosismo durante a abordagem, afirmou que receberia R$ 1 mil pelo transporte, mas não revelou informações sobre a origem ou destino da carga, que está sendo investigada pela polícia para identificar possíveis redes de contrabando.
A venda de cabelo humano pode ser considerada crime no Brasil quando envolve contrabando, descaminho e exploração irregular, e a prática clandestina cresce devido ao alto valor do produto no mercado internacional, levando a ações de fiscalização nas fronteiras.
Uma operação de rotina na MS-164, em Ponta Porã, terminou com a prisão do ex-vereador douradense Rodrigo Júnior de Morais Rodrigues, flagrado transportando 257 quilos de cabelo humano.
A carga, escondida dentro do veículo, está avaliada em aproximadamente R$ 2,5 milhões, segundo o Departamento de Operações de Fronteira (DOF).
A apreensão ocorreu no último domingo (30), durante um bloqueio realizado pela equipe policial na região que liga o Brasil ao Paraguai — rota frequentemente utilizada para contrabando e transporte de mercadorias de alto valor agregado.
Como foi a abordagem
De acordo com os militares do DOF, o motorista demonstrou nervosismo ao ser parado, o que motivou uma inspeção mais profunda no carro. O volume de cabelo estava acondicionado em fardos e distribuído no interior do veículo para tentar despistar a fiscalização.
O ex-vereador relatou aos agentes que:
• teria recebido a carga em Ponta Porã;
• levaria o material até Dourados;
• receberia R$ 1 mil pelo transporte;
• não forneceu detalhes sobre quem entregou ou quem receberia o produto.
A defesa de Rodrigo Júnior ainda não foi localizada. O espaço permanece aberto para manifestação.
O que diz a polícia
A ocorrência segue em investigação para identificar a origem do cabelo, o destino final e se há relação com redes internacionais de contrabando.
A prática, embora pouco discutida publicamente, movimenta cifras milionárias no mercado de beleza e costuma envolver irregularidades tanto na coleta quanto na comercialização.
Por que a venda de cabelo humano pode ser crime no Brasil?
Embora exista um mercado legalizado para perucas e extensões, a comercialização de cabelo humano pode configurar crime quando envolve:
• contrabando — entrada de mercadorias sem tributação e sem comprovação de origem;
• descaminho — tentativa de burlar impostos ou fiscalização aduaneira;
• exploração irregular — coleta não autorizada, compra sem registro ou mediante fraude;
• violação sanitária — por se tratar de material orgânico, exige controle e certificação;
• organização criminosa — grupos que exportam e importam cabelo sem documentação.
No Brasil, qualquer produto de origem humana destinado a fins comerciais precisa atender normas da Anvisa, comprovar procedência lícita, seguir regras de biossegurança e passar por declaração aduaneira quando atravessa fronteiras.
O comércio clandestino cresce porque o cabelo é um item de alto valor no mercado internacional.
Fardos grandes podem ultrapassar centenas de milhares de reais, e redes criminosas costumam usar fronteiras como a de Ponta Porã para movimentar o material sem fiscalização.
Classificação Indicativa: Livre
Modo Karaokê
som poderoso
Notebook Poderoso
famoso copo
Smartwatch top