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Esquema de fraude no RN: Operação da PF revela como funcionava a engrenagem dos crimes envolvendo advogados, dentista e empresários da alta sociedade potiguar

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A Justiça decretou prisões e medidas patrimoniais contra investigados em um esquema de lavagem de dinheiro e fraudes financeiras  |   BNews RN - Divulgação Divulgação PF
Redação

por Redação

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Publicado em 05/02/2026, às 12h08



A 14ª Vara da Justiça Federal em Natal revelou um esquema de fraude financeira e lavagem de dinheiro ligado à Operação Pleonexia II, resultando em prisões preventivas e medidas patrimoniais contra os envolvidos. O esquema utilizava uma rede de empresas para captar recursos de investidores com promessas enganosas no setor de energia.

As empresas Alpha Energy e Alpha Pay foram identificadas como as principais responsáveis pela captação de recursos, enquanto outras companhias atuavam para fragmentar e lavar os valores, sem operar como negócios independentes. A Justiça destacou a falta de transparência e a produção de informações falsas para enganar os investidores.

Além das prisões, a Justiça autorizou o bloqueio de contas bancárias, sequestro de criptoativos e outras medidas para impedir a continuidade das fraudes. As investigações continuam, com a possibilidade de novas prisões e ações patrimoniais à medida que os dados financeiros e contratuais são analisados.

Resumo gerado por IA

A decisão da 14ª Vara da Justiça Federal em Natal trouxe novos elementos à investigação que deu origem à Operação Pleonexia II, deflagrada pela Polícia Federal.

O documento judicial descreve um esquema estruturado de fraude financeira, organização criminosa e lavagem de dinheiro sustentado por uma rede de empresas usadas como instrumentos do golpe.

A Justiça decretou prisões preventivas e autorizou um amplo conjunto de medidas patrimoniais contra os investigados.

Empresas funcionavam como peças do mesmo mecanismo

Segundo a decisão, pessoas jurídicas eram usadas para captar recursos de investidores com promessas de rentabilidade associadas ao setor de energia, sem lastro financeiro ou operacional compatível.

As empresas Alpha Energy e Alpha Pay teriam sido a porta de entrada da captação. Com o avanço do esquema, outras companhias passaram a ser utilizadas para fragmentar, circular e lavar os valores:

• CMD Participações
• Wave Digital
• Alpha Motors
• Aielo Motors

Para a Justiça, essas empresas não operavam como negócios independentes, mas como engrenagens de um mesmo fluxo financeiro voltado à ocultação patrimonial.

Omissões, projeções irreais e contratos simulados

A decisão aponta que os investigados omitiram informações essenciais dos investidores, como:

• Número real de participantes
• Volume efetivamente captado
• Capacidade real de geração de receita

Além disso, teriam sido produzidas informações falsas, projeções financeiras irreais e contratos utilizados apenas para dar aparência de legalidade às operações.

A Justiça destacou a incompatibilidade entre o volume milionário movimentado e a estrutura física declarada pelas empresas.

Controle da narrativa digital para conter denúncias

Um trecho considerado sensível na decisão descreve que o grupo utilizava estruturas próprias para controlar a percepção pública do esquema:

• Remoção de comentários críticos
• Criação de perfis falsos em redes sociais
• Desestímulo a denúncias
• Isolamento de investidores insatisfeitos

A prática, segundo a decisão, tinha o objetivo de manter uma confiança artificial e evitar alertas públicos.

A decisão da 14ª Vara da Justiça Federal em Natal trouxe novos elementos à investigação que deu origem à Operação Pleonexia II, deflagrada pela Polícia Federal.
A decisão da 14ª Vara da Justiça Federal em Natal trouxe novos elementos à investigação que deu origem à Operação Pleonexia II, deflagrada pela Polícia Federal.

Lavagem por empresas formalmente ativas

Parte relevante dos recursos teria sido lavada por meio de empresas ativas no papel, usadas para:

• Receber valores do esquema
• Fragmentar transferências
• Dificultar rastreamento bancário
• Dar aparência lícita ao dinheiro

A Justiça classifica essas empresas como instrumentos diretos de lavagem de capitais.

Medidas judiciais autorizadas

Além das prisões preventivas, foram determinadas:

• Bloqueio de contas bancárias
• Sequestro de criptoativos
• Bloqueio de imóveis
• Restrição e apreensão de veículos
• Suspensão de atividades empresariais
• Transferência de valores para conta judicial

A decisão afirma que a liberdade dos investigados representaria risco de continuidade delitiva.

As investigações seguem em curso, com análise de contratos, patrimônio, ativos digitais e movimentações financeiras. A Justiça não descarta novas prisões e novas medidas patrimoniais.

Classificação Indicativa: Livre

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