Polícia

Esquema de atestados falsos em call center no interior do RN termina em demissões e investigação policial

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Inquérito da Polícia Civil do RN investiga falsificação de atestados em empresa de call center em Mossoró  |   BNews RN - Divulgação Reprodução/Freepik

Publicado em 13/02/2026, às 10h30   Malu Machado



A Polícia Civil do Rio Grande do Norte abriu um inquérito para desmantelar um esquema de falsificação de atestados em uma empresa de call center em Mossoró, após identificar um aumento incomum nos afastamentos dos funcionários.

Até agora, 12 colaboradores foram demitidos por justa causa, e três médicos confirmaram que não emitiram os atestados fraudulentos, revelando inconsistências nos documentos apresentados.

As investigações apontam que um ex-funcionário da empresa era o responsável pela falsificação, cobrando R$ 25 por dia de afastamento, e o inquérito continua em andamento para responsabilizar todos os envolvidos na fraude.

Resumo gerado por IA

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte instaurou um inquérito para desarticular um esquema de falsificação de atestados dentro de uma empresa do setor de call center em Mossoró.

A investigação começou após a própria instituição notar uma frequência anormal de afastamentos e acionar as autoridades formais.

Fraude e demissões

Até o momento, 12 colaboradores foram demitidos por justa causa. A descoberta da fraude ocorreu devido a inconsistências nos documentos e à repetição constante dos nomes dos mesmos profissionais de saúde. 

Ao serem consultados pela empresa, três médicos confirmaram que não emitiram os atestados e não reconheceram as assinaturas atribuídas a eles.

O preço da falta

As diligências policiais identificaram que o responsável por confeccionar os documentos é um ex-funcionário da própria empresa, que já havia sido demitido anteriormente por justa causa. O esquema funcionava da seguinte forma:

  • Valor: o falsificador cobrava R$ 25 por cada "dia de afastamento" solicitado.
  • Pagamento: os valores eram recebidos via conta bancária de terceiros para tentar ocultar o rastro financeiro.
  • Contato: o suspeito utilizava um número de telefone com prefixo DDD 17 para negociar os documentos fraudulentos.

Veja depoimento da Polícia Civil:


Investigação em curso

O inquérito policial segue em andamento para a completa elucidação dos fatos e a devida responsabilização criminal de todos os envolvidos, incluindo quem vendeu e quem comprou.

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