Polícia
A morte do interno Victor Fonseca Silva Fernandes, de 25 anos, ocorreu no Complexo Penal Agrícola Mário Negócio em Mossoró, durante uma briga entre detentos, levantando preocupações sobre a segurança na unidade prisional.
Victor cumpria uma pena de 32 anos por assaltos à mão armada e seu histórico criminal inclui ações que geraram pânico na cidade, justificando a severidade de sua condenação.
A Polícia Penal isolou a área do incidente e acionou o ITEP para investigar a causa da morte, enquanto a Seap instaurou um procedimento administrativo para apurar possíveis falhas de segurança no setor de saúde do presídio.
Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) confirmou, neste domingo (29), a morte do interno Victor Fonseca Silva Fernandes, de 25 anos, dentro do Complexo Penal Agrícola Mário Negócio, em Mossoró. O crime aconteceu na noite de sábado (28), por volta das 21h, no setor de Tratamento de Saúde da unidade prisional.
De acordo com a Polícia Penal, Victor dividia a cela com outros dois custodiados no momento do ocorrido. Um dos detentos assumiu a autoria do crime, relatando que houve uma luta corporal entre eles. O que impressiona na investigação inicial é que o homicídio teria sido cometido sem o uso de qualquer instrumento ou arma perfurante, apenas através da força física.
Victor Fonseca Silva Fernandes cumpria uma das penas mais altas aplicadas recentemente na região Oeste para crimes contra o patrimônio. Em setembro de 2022, ele foi condenado a 32 anos, 10 meses e 20 dias de reclusão.
O histórico criminal da vítima revela uma série de assaltos à mão armada cometidos entre dezembro de 2021 e fevereiro de 2022 em Mossoró. Na época, Victor foi apontado como integrante de ações que causaram pânico em comércios e residências da cidade, o que justificou a sentença rigorosa e a multa fixada pela Justiça.

A Polícia Penal isolou imediatamente o setor de saúde e acionou o Instituto Técnico-Científico de Perícia (ITEP) para a remoção do corpo e realização de exames necroscópicos, que devem confirmar se a causa da morte foi asfixia ou traumatismo decorrente da briga. A Polícia Civil também esteve no local para coletar depoimentos do autor confesso e do terceiro detento que presenciou a cena.
O caso levanta questionamentos sobre a vigilância interna no setor de saúde do complexo, que deveria ser uma área de circulação controlada. A Seap informou que instaurou um procedimento administrativo disciplinar para apurar as circunstâncias da briga e se houve omissão ou falha nos protocolos de segurança. O autor do crime, que já cumpre pena por outros delitos, deverá responder agora por mais este homicídio qualificado.
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