Polícia

Deputado Glauber Braga (PSOL) é retirado à força da cadeira do presidente da Câmara: veja imagens

Imagem Deputado Glauber Braga (PSOL) é retirado à força da cadeira do presidente da Câmara: veja imagens
O presidente da Câmara, Hugo Motta, ordenou a retirada do deputado Glauber Braga, que entrou em luta corporal com os policiais durante o episódio  |   BNews RN - Divulgação
BNews Natal

por BNews Natal

[email protected]

Publicado em 09/12/2025, às 18h55



O deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) foi arrastado pela Polícia Legislativa Federal após se recusar a deixar a cadeira da Presidência da Câmara durante protesto contra o avanço do processo que pode culminar na cassação dele, nesta terça-feira (9).

A mulher de Glauber e também deputada, Sâmia Bonfim (PSOL-SP), presenciou a ação e vídeos registrados por parlamentares de dentro do plenário mostraram a forma como Glauber foi conduzido pelos policiais ao resistir à determinação de desocupação da mesa.

Segundo relato da deputada Maria do Rosário (PT-RS), o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), determinou que a polícia retirasse o parlamentar à força. Glauber chegou a entrar em luta corporal com os policiais e se agarrou à mesa. A deputada Sâmia também enfrentou os policiais. 

A confusão durou alguns minutos e durante o episódio a TV Câmara teve o sinal desligado. Ao final, depois de muita confusão, o parlamentar foi removido à força, pelos agentes de segurança do Congresso e políticos governistas.

Confusão Câmara

Glauber pode ser cassado nesta quarta (10)

O movimento de ocupação da cadeira do presidente da Câmara, Hugo Motta, pelo deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) ocorreu na véspera da análise, em plenário, do processo de cassação do psolista, que pode ocorrer a partir desta quarta-feira (10). Ele foi acusado pelo partido Novo de ter faltado ao decoro parlamentar após ter chutado um militante do MBL (Movimento Brasil Livre), em abril de 2024, em meio a uma discussão.

O parlamentar de 43 anos é natural de Nova Friburgo no Rio de Janeiro. Ele atua como deputado federal desde 2007, primeiramente pelo PSB. 
O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados aprovou em abril um parecer pela perda do mandato do deputado. Glauber argumenta que a cassação é uma pena desproporcional e que o processo é uma perseguição política.

Em abril deste ano, Glauber dormiu no chão de um dos plenários de comissões da Câmara dos Deputados após prometer greve de fome. Ele também chegou a dizer que não deixaria o espaço do Congresso Nacional até o fim do seu processo que pode culminar com sua cassação.

No mesmo mês, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara das Deputados decidiu manter o processo de cassação contra o deputado. Glauber havia apresentado um recurso à CCJ na tentativa de paralisação do processo. Ele alegou “inexistência de justa causa” e “desproporcionalidade ou não razoabilidade da pena de cassação de mandato”.

O deputado ainda justificou que o relator do processo no colegiado, Paulo Magalhães (PSD-BA) foi parcial. Glauber acusa o relator Paulo Magalhães de estar atuando em favor de Arthur Lira, a quem já chamou Lira de "bandido" em sessão no Conselho de Ética. 

Polciais legislativos

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp


Whatsapp floating

Receba as notificações pelo Whatsapp

Quero me cadastrar Close whatsapp floating