Polícia
O ex-goleiro Bruno Fernandes terá que retornar ao sistema prisional após a Vara de Execuções Penais do Rio de Janeiro revogar seu livramento condicional, devido ao descumprimento da proibição de deixar o estado sem autorização judicial.
Bruno viajou para o Acre apenas quatro dias após obter a liberdade condicional, o que foi considerado um 'descaso' pelo juiz responsável, que ressaltou a consciência do ex-atleta sobre as restrições impostas.
Com a revogação, Bruno deverá cumprir pena em regime semiaberto por um período de 16 anos, até 2042, e sua defesa ainda não se manifestou sobre a nova situação, enquanto ele deve se apresentar às autoridades em breve.
O ex-goleiro Bruno Fernandes terá que retornar ao sistema prisional. A Vara de Execuções Penais do Rio de Janeiro revogou, nesta quinta-feira (5), o benefício de livramento condicional do ex-atleta após ele ter descumprido uma das regras fundamentais impostas pela Justiça: a proibição de deixar o estado sem autorização prévia.
De acordo com o processo, Bruno viajou para o estado do Acre no dia 15 de fevereiro de 2026, pouco tempo após ter conquistado a liberdade condicional. O juiz Rafael Estrela Nóbrega, ao assinar o mandado de prisão, classificou a atitude do ex-goleiro como um "descaso" com as normas judiciais, ressaltando que ele tinha plena ciência das restrições.
O magistrado destacou que a viagem ocorreu apenas quatro dias depois de o benefício ser efetivado. "Apenas quatro dias após a efetivação do livramento condicional, o penitente foi para o Estado do Acre, sem a prévia autorização deste Juízo", pontuou o juiz na decisão.
Com a revogação, Bruno deverá cumprir pena em regime semiaberto. O mandado de prisão expedido tem uma validade de 16 anos, tempo restante da condenação imposta pelo homicídio de Eliza Samudio, ocorrido em 2010.
Infração: viagem não autorizada ao Acre em 15/02/2026;
Regime: retorno imediato ao regime semiaberto;
Justificativa: descumprimento deliberado das condições impostas pelo Juízo;
Prazo: o mandado de prisão possui validade até 2042.
Condenado inicialmente a mais de 22 anos de prisão pelo sequestro, assassinato e ocultação de cadáver de Eliza Samudio, Bruno tem tentado, ao longo da última década, retomar sua vida pública e carreira esportiva em clubes de menor expressão. No entanto, suas tentativas são frequentemente interrompidas por novos imbróglios jurídicos ou pela pressão da opinião pública.
Até o fechamento desta matéria, a defesa do ex-goleiro ainda não havia se manifestado sobre o novo mandado de prisão. Bruno deverá se apresentar ou ser capturado pelas autoridades nos próximos dias para iniciar o cumprimento da nova determinação.
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