Polícia

Curso falso de formação militar é desarticulado pela polícia; compra ilegal de armas fazia parte do esquema

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O esquema envolvia a simulação de cursos de formação militar, com documentos falsificados que permitiam a compra ilegal de armas de fogo  |   BNews RN - Divulgação Reprodução: Internet
Redação

por Redação

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Publicado em 22/10/2026, às 08h45



A Polícia Civil, com apoio do Exército Brasileiro, desarticulou um esquema criminoso que utilizava cursos falsos de formação de sargentos da reserva para facilitar a compra ilegal de armas de fogo. Dois homens foram presos durante a operação, e um terceiro suspeito está sendo procurado pelas autoridades. Na ação, os agentes apreenderam cinco pistolas, um fuzil e documentos militares falsificados.

De acordo com as investigações, os integrantes do grupo simulavam a realização de cursos de formação militar, com aulas presenciais e aplicação de provas, para criar a aparência de que os participantes haviam concluído regularmente a capacitação. A partir disso, eram produzidos documentos que simulavam a identificação militar e autorizações para aquisição de armamentos, com assinaturas falsificadas de oficiais do Exército.

O esquema também envolvia a falsificação de Certificados de Registro de Arma de Fogo (CRAF), documentos utilizados no processo de registro dos armamentos. A suspeita é de que a documentação fraudulenta fosse empregada para contornar os procedimentos legais exigidos para a compra e a regularização das armas.

Durante o avanço das apurações, os investigadores identificaram a aquisição de cinco pistolas e um fuzil, avaliados em aproximadamente R$ 50 mil no total. Entre as pistolas apreendidas ou identificadas na investigação, quatro eram de calibre .40 e uma de 9 mm. O fuzil era de calibre 5,56 mm. Parte dos armamentos ainda permanecia nas lojas no momento da operação, e a entrega foi impedida.

Como funcionava o esquema de documentos militares falsos

Segundo a investigação, o grupo montava uma estrutura para simular a formação militar dos envolvidos. Os cursos eram apresentados como se fossem regulares, com atividades presenciais e provas, criando registros que poderiam ser utilizados para sustentar a alegação de que os participantes possuíam a formação necessária.

Na etapa seguinte, os suspeitos produziam identificações militares e autorizações para a compra de armas com assinaturas falsificadas de oficiais do Exército Brasileiro. A documentação era utilizada para dar aparência de legalidade às aquisições, embora os registros não correspondessem a documentos autênticos emitidos pela instituição militar.

Além das identificações e autorizações, o grupo falsificava Certificados de Registro de Arma de Fogo (CRAF), utilizados nos procedimentos de registro dos armamentos. A utilização desse conjunto de documentos permitiu aos investigadores identificar um padrão de fraude relacionado à tentativa de aquisição de armas de fogo.

O Exército Brasileiro confirmou, no decorrer das apurações, que os documentos e as autorizações apresentados eram falsos. A confirmação contribuiu para o aprofundamento das investigações e para a adoção das medidas judiciais contra os suspeitos.

Investigação começou após tentativa de compra com documentos falsos

O caso começou a ser investigado há cerca de dois meses, depois que um homem foi preso em flagrante ao tentar comprar uma pistola utilizando documentação falsificada. A ocorrência inicial levou os investigadores a aprofundar a análise dos documentos apresentados e das circunstâncias da tentativa de aquisição.

A partir desse primeiro episódio, a Polícia Civil identificou outras compras realizadas com documentos falsificados de maneira semelhante. A descoberta de novas ocorrências indicou a possível existência de um esquema organizado, com a utilização de registros militares fraudulentos para viabilizar a compra de armamentos.

Com o avanço das diligências, os investigadores reuniram elementos que apontaram para a participação de outros suspeitos e para a aquisição de diferentes tipos de armas. O trabalho também permitiu identificar armamentos que ainda estavam nas lojas, o que possibilitou impedir a entrega de parte do material.

Justiça autorizou prisões e apreensão de armamentos

A Justiça do Rio de Janeiro expediu mandados de prisão temporária contra os investigados e autorizou a adoção das medidas necessárias à apreensão dos armamentos relacionados ao caso. Dois suspeitos foram presos durante a operação, enquanto um terceiro permanece procurado.

A decisão judicial também autorizou que as armas apreendidas fossem destinadas à Polícia Civil. O material recolhido, incluindo as cinco pistolas, o fuzil e os documentos militares falsificados, integra os elementos reunidos pelas autoridades para esclarecer o funcionamento do esquema.

A Polícia Civil continua investigando o caso para identificar outros possíveis envolvidos, verificar a extensão das fraudes e apurar se houve novas aquisições de armas com o uso da documentação falsificada.

As investigações seguem em andamento, e as autoridades buscam esclarecer todas as etapas do esquema, desde a simulação dos cursos de formação até a tentativa de regularização e aquisição dos armamentos.

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