Polícia
Vando Fernandes Gomes foi condenado a 15 anos de prisão pelo homicídio do prefeito de São José de Campestre, Joseilson Borges da Costa, em um julgamento que durou mais de 11 horas e ocorreu no Tribunal do Júri do Fórum Miguel Seabra Fagundes.
O crime, que aconteceu em abril de 2023, foi motivado pela insatisfação do réu com a atuação do prefeito no combate ao crime organizado e sua popularidade, resultando em um ataque dentro da residência da vítima.
O julgamento, que deveria ter ocorrido em novembro do ano passado, foi adiado devido a um pedido de Mandado de Segurança e transferido para Natal para garantir a imparcialidade dos jurados, dado o contexto local.
O homem acusado de matar o prefeito de São José de Campestre, Vando Fernandes Gomes, de 25 anos, foi condenado pelo Tribunal do Júri do Fórum Miguel Seabra Fagundes a 15 anos de prisão por homicídio duplamente qualificado. A sessão do Júri popular ocorreu nesta segunda-feira (9) e durou mais de 11 horas.
Conforme as informações da 1ª Vara Criminal de Natal, foram ouvidas cinco testemunhas. Vando Fernandes Gomes é acusado de matar, em abril de 2023, Joseilson Borges da Costa, conhecido como Neném Borges, então prefeito do município de São José de Campestre, no interior do Rio Grande do Norte.
Os depoimentos foram prestados no período da manhã. A parte da tarde, ficou reservada para os debates entre acusação e defesa.
Júri teve adiamento
A primeira sessão do Júri Popular de Vando Fernandes Gomes deveria ter acontecido em novembro do ano passado, mas foi suspensa. A decisão foi tomada após um assistente da acusação entrar com um Mandado de Segurança pedindo o adiamento da sessão, que foi aceito durante o plantão judicial.
O julgamento estava previsto para acontecer inicialmente na Comarca de São José do Campestre, mas o TJRN autorizou a transferência do júri popular para Natal. O Ministério Público argumentou que a influência do réu poderia comprometer a imparcialidade dos jurados.
Ainda segundo o MPRN, o réu tem um histórico de envolvimento com homicídios e tráfico de drogas, sendo apontado como uma das lideranças de uma facção criminosa atuante na região. O órgão argumenta que o contexto de violência e a notoriedade do acusado poderiam influenciar os jurados, comprometendo a lisura do julgamento.
O caso
O crime ocorreu em 18 de abril de 2023, dentro da residência do então prefeito. Segundo as investigações, motivado pela insatisfação com a atuação de Neném Borges no combate ao crime organizado e incomodado com sua popularidade, o acusado teria invadido a casa da vítima e efetuado disparos enquanto o prefeito estava deitado no sofá. Após o homicídio, fugiu do local.
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