Polícia

Casal de pastores é indiciado após investigação apontar 11 possíveis vítimas de crimes sexuais

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Casal de pastores, Wenderson e Arielly, foram indiciados por estupro e fraude processual, utilizando a fé para manipular adolescentes em sua igreja  |   BNews RN - Divulgação Reprodução
Jussier Lucas

por Jussier Lucas

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Publicado em 16/07/2026, às 18h34



A Polícia Civil de Roraima indiciou, nesta quarta-feira (16), um casal de pastores investigado por crimes sexuais praticados contra adolescentes. Segundo a corporação, Wenderson Lima de Souza, de 32 anos, e Arielly Kamila Moraes de Souza, de 24, utilizavam a posição de liderança religiosa para conquistar a confiança das vítimas em uma igreja mantida por eles em Boa Vista.

De acordo com a investigação, o casal foi indiciado por crimes como estupro de vulnerável, importunação sexual e fraude processual. O inquérito foi encaminhado ao Tribunal de Justiça, e a autoridade policial também solicitou a prisão preventiva dos investigados.

As investigações tiveram início em abril deste ano, após o responsável por uma adolescente de 14 anos procurar a polícia para denunciar os fatos. A partir do registro da ocorrência, a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente reuniu depoimentos, documentos e outros elementos que embasaram o avanço das apurações.

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Polícia identificou 11 possíveis vítimas durante as investigações

Durante o andamento do inquérito, outras adolescentes procuraram a Polícia Civil e relataram situações semelhantes. Ao todo, 11 possíveis vítimas, com idades entre 12 e 17 anos, foram identificadas.

Segundo a investigação, os suspeitos se aproveitavam da posição de líderes religiosos para exercer influência sobre as adolescentes. A Polícia Civil afirma ainda que, em alguns casos, eram oferecidas quantias em dinheiro, transferências via Pix e outras vantagens para impedir que os fatos fossem denunciados.

A delegada Kamilla Basto, responsável pela investigação, destacou que a apuração foi complexa devido ao contexto em que os crimes teriam ocorrido.

"Estamos diante de um caso desafiador, especialmente pelo ambiente em que os crimes teriam sido praticados, valendo-se da fé e da vulnerabilidade das vítimas. O elevado grau de dissimulação dos investigados tornou a investigação particularmente complexa", afirmou.

Terceira pessoa também foi indiciada

Além do casal, uma mulher de 20 anos foi indiciada pelos crimes de fraude processual e corrupção de menores. Conforme a Polícia Civil, ela teria destruído provas armazenadas no telefone celular de Wenderson durante o andamento das investigações.

Wenderson Lima de Souza foi indiciado por estupro de vulnerável, importunação sexual, favorecimento da exploração sexual de criança, adolescente ou pessoa vulnerável, registro não autorizado de intimidade sexual, fraude processual e falsidade ideológica.

Já Arielly Kamila Moraes de Souza responderá por estupro de vulnerável, importunação sexual e fraude processual.

A Polícia Civil informou que o caso segue sob análise da Justiça, que deverá decidir sobre o pedido de prisão preventiva e o prosseguimento da ação penal. Por envolver vítimas adolescentes, as autoridades reforçam que a identidade delas permanece preservada, conforme determina a legislação brasileira.

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