A proximidade do Carnaval e a intensificação das prévias em todo o estado acenderam o sinal de alerta das autoridades. A Polícia Científica do Rio Grande do Norte (PCRN) chama atenção para o aumento de registros do chamado golpe “Boa Noite, Cinderela”, prática criminosa que costuma ocorrer em festas, bares e grandes eventos.
Segundo a instituição, criminosos têm se aproveitado do ambiente festivo para agir de forma discreta, colocando substâncias ilícitas ou medicamentos nas bebidas das vítimas sem que elas percebam. O objetivo é reduzir a capacidade de reação, tornando a pessoa vulnerável.
Dependendo do tipo e da quantidade da substância ingerida, os efeitos podem incluir confusão mental, sonolência intensa, perda de consciência e dificuldade de raciocínio, situação que facilita crimes como furto, roubo e violência sexual.
Como o golpe funciona
De acordo com a Polícia Científica do RN, a vítima pode apresentar dificuldade para manter o equilíbrio, aceitar comandos com facilidade e não conseguir reagir a abordagens suspeitas. Esse estado de vulnerabilidade é explorado pelos criminosos.
A corporação destaca que muitas vezes os sinais são confundidos com embriaguez comum, o que dificulta a identificação imediata do crime. Por isso, a atenção aos sintomas e ao contexto é considerada fundamental.
Diante do cenário, a orientação é redobrar os cuidados durante as festividades, especialmente em locais com grande circulação de pessoas e consumo de bebidas alcoólicas.
Orientações
A Polícia Científica recomenda que a população não aceite bebidas de desconhecidos e mantenha vigilância constante sobre o próprio copo. Alterações no sabor, na coloração ou no cheiro devem ser encaradas como sinal de alerta.
Outra medida importante é permanecer próximo de amigos ou pessoas de confiança durante eventos e evitar se afastar sozinho após ingerir bebidas. A prevenção, segundo a instituição, é a principal ferramenta contra esse tipo de crime.
A corporação reforça que compartilhar informações e orientar amigos também contribui para reduzir os riscos durante o período carnavalesco.
O que fazer
Caso haja suspeita de ter sido vítima do golpe, a recomendação da Polícia Científica é procurar ajuda imediatamente e não se isolar. A vítima não deve sentir culpa ou vergonha.
É essencial buscar atendimento médico o quanto antes. Em situações com suspeita de violência sexual, a orientação é não tomar banho, não trocar de roupas e não se lavar, a fim de preservar vestígios que possam ser fundamentais para a investigação.
A instituição também orienta registrar ocorrência em uma unidade policial e se dirigir rapidamente à Polícia Científica para realização de exame toxicológico. Sempre que possível, a vítima deve evitar urinar antes da coleta e preservar copos, latas ou garrafas utilizadas, pois esses recipientes podem servir como prova.