Polícia

Cantor paraibano famoso é acusado de agressão e vídeo mostra ação violenta contra esposa médica: ‘Não conseguia respirar’; confira determinação da justiça sobre o caso

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As agressões contra a médica começaram logo após o casamento e eram motivadas por ciúmes, segundo depoimento da vítima  |   BNews RN - Divulgação Reprodução internet
Redação

por Redação

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Publicado em 26/01/2026, às 09h33



A médica e influenciadora digital Raphaella Brilhante denunciou o cantor João Lima por tentativa de homicídio, alegando ter sido agredida fisicamente e sufocada durante uma discussão em sua residência em João Pessoa, logo após o casamento que durou apenas dois meses.

Raphaella relatou que as agressões começaram poucos dias após a união, motivadas por ciúmes e discussões sem motivo aparente, culminando em um episódio violento que a deixou temerosa por sua vida, com o cantor fazendo ameaças de morte.

A Justiça da Paraíba decretou a prisão preventiva de João Lima, que deverá se apresentar voluntariamente às autoridades, enquanto o caso segue sob investigação, com medidas protetivas já estabelecidas para garantir a segurança da vítima.

Resumo gerado por IA

Imagens divulgadas amplamente nas redes sociais, trouxeram à tona o relato da médica e influenciadora digital Raphaella Brilhante, que afirma ter sido vítima de uma tentativa de homicídio atribuída ao cantor paraibano João Lima. O episódio teria ocorrido dentro da residência do casal, em João Pessoa.

Segundo a médica, o momento mais grave aconteceu quando, durante uma discussão, o artista a teria agredido fisicamente e tentado sufocá-la. Em depoimento, ela afirmou ter acreditado que não sobreviveria.

E é, ele pegou, me agrediu. Ele, ele literalmente, literalmente, ele tentou me matar, literalmente. Ele tentou me sufocar, eu não conseguia respirar”.

Raphaella relata que as agressões começaram poucos dias após o casamento, que durou cerca de dois meses. De acordo com ela, os episódios eram frequentes e, em diversas situações, estariam associados a crises de ciúmes ou a discussões sem motivo aparente.

Raphaella relata que as agressões começaram poucos dias após o casamento, que durou cerca de dois meses. De acordo com ela, os episódios eram frequentes e, em diversas situações.
Raphaella relata que as agressões começaram poucos dias após o casamento, que durou cerca de dois meses. De acordo com ela, os episódios eram frequentes e, em diversas situações.

O momento descrito como mais violento

No relato, a médica afirma que, já com dificuldade para respirar, foi levada à força para o banheiro da residência. Ao perceber que poderia sofrer novas agressões, tentou se proteger com o braço direito.

“Aí ele me levou para o banheiro e, quando ele foi me dar um murro, eu protegi com o braço. Aí, com o braço, que é o braço direito, que é o braço que eu sou destra, aí eu protegi com o braço”.

A médica afirma que, já com dificuldade para respirar, foi levada à força para o banheiro da residência.
A médica afirma que, já com dificuldade para respirar, foi levada à força para o banheiro da residência.

Ela afirma ainda que, após as agressões, João Lima deixou a casa sem demonstrar qualquer reação, deixando-a sozinha no local.

“Aí, depois, ele me deixou lá e foi embora, como se nada tivesse acontecido”.

Relato aponta histórico de violência no curto casamento

De acordo com Raphaella, a violência teria se tornado recorrente logo no início da relação conjugal.

Segundo o depoimento da médica:
- As agressões começaram poucos dias após o casamento
- O relacionamento durou cerca de dois meses
- Os episódios eram motivados por ciúmes ou sem motivo aparente
- As agressões aconteciam dentro da residência do casal

A influencer conta que as brigas eram cada vez mais frequentemente ao passar dos dias, e motivadas por crises de ciúmes do artista e se intensificaram ao longo da curta união, com agressões físicas e psicológicas constantes.

“Ele dizia que ia me matar”, relata a vítima

Em um dos trechos mais fortes do depoimento, Raphaella afirma que o cantor passou a acusá-la de traição e a ameaçá-la de morte durante surtos de ciúmes. Em um dos dias em que ele voltou de um show, e que ela havia ficado em casa, a médica conta que ele teve mais um surto agressivo.

“Ele chegou tipo umas duas horas depois, surtado no quarto, assim, dizendo que tinha certeza que, nesse tempo, eu estava traindo ele. Que o que é que eu estava fazendo nesse tempo que eu não fui atrás dele, que com certeza eu estava com macho e que ia me matar.”

Ela descreve um ambiente de tensão permanente dentro de casa, onde não havia para quem pedir ajuda, especialmente nos primeiros dias após o casamento.

“E, assim, eu gritava por socorro, mas só que não tinha ninguém e não tinha, não tinha, não tinha como eu provar nada. E fazia cinco dias, cinco dias que eu tinha casado.”

Choque e negação diante da violência

Raphaella afirma que demorou a aceitar a gravidade do que estava vivendo, por não reconhecer no companheiro o homem com quem havia se casado.
Raphaella afirma que demorou a aceitar a gravidade do que estava vivendo, por não reconhecer no companheiro o homem com quem havia se casado.

“Eu queria dizer para mim mesma, sabe? Eu queria, eu queria colocar na minha cabeça que não, não, aquilo não tava acontecendo. Que aquele pesadelo não tava acontecendo, que o homem que eu achava que era uma pessoa não era aquele monstro, sabe?”

Segundo ela, o silêncio foi uma tentativa de sobreviver emocionalmente à situação.

Agressões escondidas da família

Mesmo apresentando marcas visíveis no corpo, a médica relata que escondeu as agressões da própria família, movida pelo medo e pela dificuldade de admitir a violência.

“Eu tava cheia de roxo. A minha mãe até perguntou: ‘Rafa, o que foi isso?’. Eu fiz: ‘Ai, mãe, é porque eu levei uma queda, sabe?’. Eu não, eu não, eu não tive coragem de dizer.”

Relato inclui ameaças com faca e incentivo à autolesão

O depoimento aponta uma escalada da violência ao longo do relacionamento. Em um dos episódios, Raphaella afirma que o cantor utilizou uma faca para intimidá-la e fez ameaças graves.

“Ele foi me agredindo mais vezes. Teve uma vez que ele, ele pegou uma faca, ficou mandando eu me matar, eu me matar. Cortou uma parte assim do, do meu pulso, e tudo por conta de viagem. Ele criava coisas na cabeça dele, às vezes não tinha motivo nenhum.”

Em outro momento, ela descreve uma agressão inesperada, sem qualquer discussão prévia, após o retorno de um compromisso profissional do artista.

“Há 10 dias, ele me deu… eu tava… ele fez um show, aí a gente chegou em casa. Aí ele pegou, eu fui fazer um miojo, ele foi até onde eu tava, deu um tapa na minha cara, do nada, sem ter briga nenhuma, e foi dormir.”


Prisão preventiva decretada

A Justiça da Paraíba decretou, neste domingo (25/1), a prisão preventiva do cantor João Lima, investigado por agressões físicas e ameaças contra a esposa, a médica e influenciadora digital Raphaella Brilhante.

A decisão ocorre após a denúncia formalizada pela vítima e a ampla repercussão do caso nas redes sociais, com a circulação de vídeos que mostram um dos episódios de violência.

De acordo com a defesa do artista, ele deverá se apresentar voluntariamente às autoridades nas próximas horas, em respeito à decisão judicial e às autoridades policiais.

O que diz a defesa

Em nota, o advogado do cantor informou que João Lima não descumpriu as medidas protetivas anteriormente impostas no processo e que sempre esteve à disposição para colaborar com a Justiça.

A defesa sustenta que a apresentação espontânea ocorrerá como forma de demonstrar respeito às instituições e confiança no esclarecimento dos fatos ao longo da investigação.

A decisão judicial

A prisão preventiva foi determinada pelo juiz Bruno César Azevedo Isidro, do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), no âmbito do processo que apura denúncias de agressões físicas e ameaças feitas por Raphaella Brilhante.

Segundo informações da vítima, os episódios de violência teriam ocorrido no dia 18 de janeiro e incluíam:

- Socos
- Apertos na mandíbula
- Amordaçamento para impedir que a vítima gritasse

O processo aponta ainda que a médica teria sido ameaçada de morte em outras ocasiões, inclusive dias depois, na casa da mãe.

Medidas protetivas e mandado de prisão

Diante da gravidade dos relatos, a Justiça já havia determinado medidas protetivas de urgência, que incluem:

- Proibição de aproximação da vítima
- Proibição de contato com Raphaella e familiares
- Restrições imediatas de convivência

Com o avanço das investigações e os elementos reunidos no processo, foi expedido o mandado de prisão preventiva.

Caso segue sob investigação

O caso ganhou repercussão nacional após a divulgação de imagens que mostram um momento de agressão dentro da residência do casal. Raphaella registrou a denúncia na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), em João Pessoa, acompanhada da mãe e da advogada.

A investigação segue em andamento para apurar as circunstâncias dos fatos relatados no inquérito.


Confira a nota na íntegra:
“A defesa do cantor João Lima informa que, nesta data, fomos surpreendidos com a decretação de sua prisão preventiva, apesar do integral cumprimento das medidas protetivas anteriormente estabelecidas.

João Lima jamais desrespeitou as determinações judiciais e sempre se colocou à disposição para colaborar com a Justiça. Já foi acordado formalmente com a autoridade policial que João Lima se apresentará voluntariamente nas próximas horas, reafirmando seu respeito à polícia e à justiça.

Confiamos que os fatos serão devidamente esclarecidos, e reiteramos nosso compromisso com a verdade e com o direito de defesa.

João Pessoa (PB), 25 de janeiro de 2026”.

O que diz a Lei Maria da Penha sobre casos como este

Situações de agressão física, tentativa de sufocamento e violência doméstica se enquadram nas previsões da Lei nº 11.340/2006 (Lei Maria da Penha), que define como violência doméstica qualquer ação que cause dano físico, psicológico ou coloque em risco a vida da mulher dentro do ambiente familiar.

A lei prevê, entre outras medidas:
- Pedido de medida protetiva de urgência
- Afastamento imediato do agressor do lar
- Proibição de contato com a vítima
- Abertura de investigação criminal

Até o momento, não há informações públicas sobre eventual posicionamento do cantor ou sobre desdobramentos judiciais do caso.

Classificação Indicativa: Livre

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