Polícia

Brasileiro é morto com quatro tiros por policiais nos EUA após família buscar ajuda para crise mental

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Gustavo Guimarães, de 34 anos, foi baleado por quatro tiros durante atendimento a crise de saúde mental em Powder Springs, EUA  |   BNews RN - Divulgação Reprodução: Arquivo pessoal | Google Maps
Jussier Lucas

por Jussier Lucas

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Publicado em 06/03/2026, às 19h50



Um brasileiro de 34 anos, Gustavo Guimarães, foi morto por policiais em Powder Springs, Geórgia, durante uma abordagem relacionada a uma crise de saúde mental, gerando controvérsia sobre a alegação de que ele estava armado.

Familiares afirmam que Gustavo não estava armado e que apresentava sinais de esquizofrenia, tendo concordado em buscar ajuda psicológica antes do incidente, que ocorreu após a chegada da polícia.

O caso está sob investigação do Departamento de Investigação da Geórgia, que avaliará as circunstâncias da morte e decidirá sobre possíveis responsabilizações criminais dos policiais envolvidos.

Resumo gerado por IA

Um brasileiro de 34 anos morreu após ser baleado por policiais durante o atendimento de uma ocorrência relacionada a uma crise de saúde mental na cidade de Powder Springs, no estado da Geórgia, nos Estados Unidos.

A vítima, identificada como Gustavo Guimarães, foi atingida por quatro disparos na noite de terça-feira (03), em um estacionamento de um centro comercial onde funciona um supermercado da rede Publix.

De acordo com autoridades locais, agentes foram acionados para atender a uma ocorrência envolvendo um homem em possível surto psicótico. A polícia afirma que, durante a abordagem, Gustavo teria sacado uma arma de fogo, o que levou os policiais a reagirem com disparos.

A família, no entanto, contesta a versão apresentada pelos oficiais e afirma que o brasileiro não estava armado no momento da abordagem. Parentes também destacam que Gustavo possuía dupla nacionalidade e vivia nos Estados Unidos há cerca de duas décadas.

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Família contesta versão da polícia

Segundo relatos de familiares, o homem apresentava sinais que poderiam indicar um quadro de esquizofrenia, embora nunca tivesse recebido diagnóstico formal. Na semana em que ocorreu o episódio, Gustavo teria concordado em procurar ajuda psicológica.

Diante da situação, a mãe dele entrou em contato com o serviço telefônico 988, canal norte-americano de apoio a pessoas em crise de saúde mental. Duas profissionais de saúde chegaram ao local para conversar com o brasileiro antes da chegada da polícia.

Familiares afirmam que Gustavo estava lúcido e dialogando normalmente com as especialistas. Segundo o relato, o comportamento dele teria mudado apenas após a chegada dos policiais, já que ele demonstrava medo de ser abordado por agentes de segurança.

Durante a ação, cerca de sete policiais teriam efetuado disparos contra o brasileiro, que foi atingido três vezes no peito e uma vez na nuca. Ele chegou a ser socorrido e levado para um hospital da região, mas não resistiu aos ferimentos.

O caso está sendo investigado pelo Departamento de Investigação da Geórgia (GBI), órgão responsável por apurar mortes decorrentes de intervenções policiais no estado. Após a conclusão do inquérito, o material será encaminhado ao promotor do condado de Cobb, que decidirá se haverá responsabilização criminal dos envolvidos.

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