Polícia
O ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, reverteu sua decisão anterior sobre o caso do Banco Master, permitindo que os materiais apreendidos na Operação Compliance Zero sejam transferidos para a Procuradoria-Geral da República, em vez de permanecerem lacrados na Corte.
A segunda fase da operação, que ocorreu em 14 de janeiro, teve 42 alvos, incluindo o dono do Banco Master e um empresário, e resultou no sequestro e bloqueio de bens avaliados em mais de R$ 5,7 bilhões, além da apreensão de dinheiro, armas e eletrônicos.
Toffoli determinou que a PGR deve garantir a preservação dos materiais apreendidos, que são essenciais para a continuidade das investigações e para a recuperação de ativos relacionados à organização criminosa.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF),Dias Toffoli, voltou atrás da sua decisão sobre o caso do Banco Master na noite desta quarta-feira (14/1), ao considerar o sucesso da operação.
Toffoli afirmou que os materiais apreendidos na segunda fase da Operação Compliance Zero não devem mais ficar “lacrados” e “acautelados” na sede da Corte, em Brasília. A nova determinação é que o que foi apreendido vá para a custódia da Procuradoria-Geral da República (PGR).
A manifestação é pela autorização para que a Procuradoria-Geral da República proceda à extração e análise de todo o acervo probatório colhido nos autos em espécie, com posterior disponibilização.”
“Determino, do mesmo modo, que o Procurador-Geral da República adote as cautelas necessárias à correta e cuidadosa custódia do referido material, bastando para tanto que os aparelhos sejam mantidos eletricamente carregados e em modo desacoplado de redes telefônicas e de wi-fi, para a devida preservação de seu conteúdo e oportuna extração e periciamento pela autoridade encarregada”, disse o ministro.
Segunda fase da operação Banco Master
A nova etapa da operação, deflagrada nesta quarta-feira (14/1), teve 42 alvos e apreensão em cinco Estados (São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. Entre eles os alvos, o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e o empresário Nelson Tanure.
Na primeira decisão, sobre os materiais apreendidos Toffoli disse:
“Determino que todos os bens e materiais apreendidos por força do cumprimento da decisão por mim anteriormente proferida e aqueles resultantes do cumprimento da presente, deverão ser lacrados e acautelados diretamente na sede do Supremo Tribunal Federal, até ulterior determinação.”
Ainda foram cumpridas pela Polícia Federal medidas de sequestro e bloqueio de bens e valores que superam R$ 5,7 bilhões.
Entre os materiais apreendidos: uma vasta quantidade de dinheiro em espécie, armas, computador, tablet, celulares, cartões de crédito, carros e relógios de luxo.
As medidas judiciais visam interromper a atuação da organização criminosa, assegurar a recuperação de ativos e dar continuidade às investigações.
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