Polícia
por José Nilton Jr.
Publicado em 16/06/2026, às 12h54
A Polícia Civil do Rio Grande do Norte (PCRN) iniciou, nesta terça-feira (16), a "Operação Narke", em colaboração com a Receita Federal do Brasil (RFB) e a Polícia Rodoviária Federal (PRF). A operação teve como meta a execução de mandados de prisão preventiva, buscas e apreensões, além de várias ações de proteção patrimonial ordenadas pela Unidade Judiciária de Delitos de Organizações Criminosas.
As investigações começaram após a descoberta de aproximadamente 111 quilos de cocaína escondidos em chapas de granito em uma marmoraria localizada em Parnamirim, município que fica na Grande Natal. A droga estava acondicionada em compartimentos preparados especialmente nas placas ornamentais, estratégia que chamou a atenção dos investigadores pela complexidade da logística utilizada.
A partir da apreensão, os policiais identificaram uma organização criminosa suspeita de atuar no tráfico interestadual de drogas em larga escala, utilizando uma empresa formalmente registrada para ocultar atividades ilícitas e movimentações financeiras incompatíveis com os negócios declarados.
De acordo com a investigação, o grupo possuía uma estrutura organizada, com divisão de tarefas, coordenação financeira e mecanismos destinados a esconder a origem dos recursos obtidos com o tráfico de entorpecentes.
Os levantamentos também apontaram o uso de serviços especializados para adaptar materiais empregados na ocultação da droga, além da existência de rotas interestaduais utilizadas para o transporte dos carregamentos.
Ao todo, a Justiça expediu nove mandados de prisão preventiva e 12 mandados de busca e apreensão. As ordens foram cumpridas nos estados do Rio Grande do Norte, Paraná, Santa Catarina e São Paulo. Entre os presos está um advogado investigado por suposta participação no esquema criminoso.
As prisões aconteceram em Natal, Parnamirim, Curitiba e Florianópolis, além do cumprimento de mandados em unidades prisionais. Paralelamente, a Justiça determinou o bloqueio e a apreensão de bens, direitos e valores que somam até R$ 8,8 milhões.
A medida alcança contas bancárias, veículos, embarcações e armas de fogo vinculados aos investigados. O objetivo é garantir eventual ressarcimento pelos danos causados e impedir o uso de recursos provenientes das atividades criminosas.
Segundo a Polícia Civil, o trabalho integrado entre as forças de segurança foi fundamental para rastrear movimentações suspeitas, identificar a logística empregada pelo grupo e localizar o patrimônio associado aos investigados.
A ação contou ainda com o apoio das polícias civis do Paraná, Santa Catarina e São Paulo, além da Polícia Penal do Rio Grande do Norte. O trabalho faz parte da Operação Narke, iniciativa nacional coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública para combater o tráfico de drogas, a lavagem de dinheiro e o fortalecimento de organizações criminosas.
As investigações continuam para identificar outros possíveis integrantes da rede e aprofundar a apuração sobre o destino dos entorpecentes, tanto no mercado nacional quanto internacional.
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