Polícia

Advogada de jovem esfaqueada na garganta no RN denuncia irmão do suspeito por intimidação

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Helena Belmont, defensora da jovem esfaqueada, relata ameaças do irmão do agressor, fez registro na Polícia e buscou proteção judicial  |   BNews RN - Divulgação reprodução
Elí Bernardo

por Elí Bernardo

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Publicado em 05/11/2026, às 12h26



A advogada Helena Belmont, que atua na defesa da jovem Clara Thaís Silva Maia, jovem de 18 anos que teve a garganta esfaqueada pelo namorado, Eduardo Ronald Ferreira, em Umarizal (RN), após comemorar a reeleição do presidente Lula (PT), em 25 de outubro, disse em suas redes sociais que está sendo intimidada pelo irmão do agressor na internet.

Por causa disso, ela procurou e conseguiu na Justiça uma medida protetiva contra o irmão do suspeito, Edney Marlley de Souza Ferreira, após se sentir intimidada por ele.

"Mas quem é ele? Ele é irmão de Eduardo. Eduardo é o rapaz que está preso lá na cadeia pública de Caraúbas, acusado da tentativa de feminicídio contra Clara. Eu não falo com parente de acusado, de quem quer que seja", contou a advogada.

Segundo o boletim de ocorrência, o irmão mais velho de Eduardo teria enviado uma mensagem a Helena, por meio do direct do Instagram, ordenando que ela parasse de falar com a imprensa e cessasse as insinuações de que o crime teria motivação política.

Eu, quando estou atuando, eu sou a voz do meu cliente, da minha cliente. Eu não devo ser intimidada, ser ameaçada por ninguém. Eduardo tem o direito constitucional do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa, e ele deve fazer isso".

"Eu falo com a defesa. Se o advogado de Eduardo quiser falar comigo, normal, pode falar. Mas um homem com a cabeça abriu aqui, descrevendo que é atirador, mandando mensagem na minha rede social, eu não aceito. Eu não paro e eu não paro de falar. Eu tô deixando esse vídeo aqui para que todo mundo saiba o que aconteceu", registrou dra Helena, em um vídeo em seu perfil nas redes.

À Polícia Civil, a advogada Helena contou que se sentiu gravemente intimidada com o contato, uma vez que, segundo ela, Edney seria atirador, teria ligação com um clube de tiro e acesso facilitado a arm4s de fogo. 

Ela também alega que ele responde a outros inquéritos policiais e que, em 2023, teria atirado no pé de um homem.

"Então agora estão tentando intimidar a advogada. Qual vai ser o próximo passo? Não sabemos, mas tá aqui, fica o vídeo, fica o alerta e eu não vou parar. Tudo bem? Está aqui o meu pronunciamento", enfatizou a advogada.

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