Polícia
Uma adolescente de 15 anos é suspeita de planejar a morte dos próprios pais e organizar uma falsa cena de assalto para encobrir o crime em Extremoz, na Região Metropolitana de Natal. Segundo a Guarda Municipal, a jovem ligou para o número 190 e relatou o plano, que envolveria a compra de uma arma e a participação de outro adolescente. O Conselho Tutelar acompanha o caso.
De acordo com informações da Guarda Municipal, a adolescente pretendia executar os pais após o retorno do pai do trabalho, previsto para por volta das 17h. Em seguida, ela teria planejado revirar a residência para simular um roubo e dificultar a identificação da verdadeira motivação do crime.
A investigação preliminar aponta que a jovem mantinha contato com outro adolescente por meio de uma rede social. A suspeita é de que ela tenha adiantado R$ 800 ao rapaz para que ele participasse do plano. Ainda segundo a corporação, faltariam R$ 380 para completar o dinheiro destinado à compra da arma.
Um representante da Guarda Municipal relatou que a adolescente mencionou problemas de relacionamento com os familiares. A situação teria se agravado depois que o pai encontrou informações no celular da filha e demonstrou preocupação com o conteúdo.
Segundo o relato da corporação, a jovem teria se sentido acuada após a descoberta e decidiu ligar para o número de emergência. Durante o contato, ela teria revelado detalhes sobre a intenção de matar os pais e sobre a tentativa de fazer o crime parecer um assalto.
O representante da Guarda Municipal também confirmou que o valor já repassado ao outro adolescente seria parte do dinheiro previsto para a aquisição da arma. As informações, no entanto, ainda precisam ser verificadas no decorrer da investigação.
“Ela também tinha adiantado um valor a esse jovem, um adolescente, um valor de R$ 800, e faltava, um detalhe importante, o complemento de R$ 380 para a arma que ia ser usada para executar os pais”, declarou representante.
As circunstâncias do caso, a possível participação do segundo adolescente e a motivação do plano serão apuradas pelas autoridades competentes. Até o momento, as informações divulgadas têm como base os relatos iniciais apresentados à Guarda Municipal.
O Conselho Tutelar acompanha a ocorrência, considerando que a principal suspeita tem 15 anos. A identidade da adolescente é preservada por se tratar de uma menor de idade.
A investigação deverá esclarecer a extensão do planejamento relatado, a origem dos recursos mencionados e se houve outras pessoas envolvidas. Não há, nas informações divulgadas, confirmação de que a arma tenha sido adquirida ou de que o plano tenha sido executado.
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