A produção industrial do Rio Grande do Norte voltou a cair em outubro de 2025, registrando retração de 9,5% em comparação com o mesmo mês do ano anterior.
O recuo é associado sobretudo ao mau desempenho dos setores de combustíveis e petróleo, que pressionaram o resultado estadual no levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica (IBGE).
Enquanto isso, no cenário nacional, a indústria apresentou avanço de 0,1% na passagem de setembro para outubro, impulsionada por taxas positivas em 8 dos 15 locais analisados pela Pesquisa Industrial Mensal Regional. Goiás, Mato Grosso, Amazonas e Rio de Janeiro foram os destaques no crescimento mensal.
Apesar do avanço nacional, São Paulo continuou como principal influência negativa. A maior potência industrial do país teve queda de 1,2%, acumulando perdas nos dois últimos meses.
De acordo com o analista Bernardo Almeida, o estado está 22,8% abaixo do pico registrado em 2011, reflexo da queda nos setores de derivados de petróleo e alimentos.

Panorama nacional
Em outubro, além de São Paulo, outros estados registraram recuos, entre eles Rio Grande do Sul, com a maior queda absoluta do mês, de 5,7%, interrompendo três meses seguidos de crescimento.
O movimento negativo foi influenciado pelos setores de celulose, papel e derivados do petróleo. Também tiveram queda Espírito Santo, Pará, Pernambuco, Ceará e a Região Nordeste.
Já no grupo de crescimento, além dos destaques principais, Bahia, Minas Gerais, Santa Catarina e Paraná registraram altas. Minas Gerais, por exemplo, alcançou seu terceiro mês consecutivo de expansão, acumulando avanço de 3,5% no período, impulsionado pelo setor extrativo.
Mesmo com esse conjunto de resultados positivos, os efeitos não foram suficientes para compensar o desempenho fraco de polos importantes, como o Sudeste.
Comparação anual
Na comparação entre outubro de 2025 e outubro de 2024, o índice industrial nacional caiu 0,5%, com seis locais registrando retração. Mato Grosso do Sul teve o pior resultado, com queda de 17,8%, pressionado pelos setores de derivados do petróleo, biocombustíveis e celulose.
O Rio Grande do Norte aparece logo em seguida, com redução de 9,5%, acompanhado por Mato Grosso, São Paulo, Paraná e Pará. Maranhão manteve estabilidade, enquanto Espírito Santo, Amazonas e Goiás registraram os maiores avanços, todos acima dos dois dígitos.
Esses resultados reforçam a heterogeneidade do comportamento industrial entre os estados, influenciada tanto por vocações produtivas quanto por oscilações nos setores de maior peso.
Sobre a PIM Regional
A Pesquisa Industrial Mensal Regional acompanha, desde os anos 1970, o desempenho das indústrias extrativas e de transformação no Brasil, e cobre unidades da federação com participação mínima de 0,5% no valor total da produção industrial.
Os dados detalhados podem ser consultados no banco Sidra, do IBGE, que prevê a próxima divulgação para 14 de janeiro.