Negócios
por José Nilton Jr.
Publicado em 04/12/2025, às 15h42
O Brasil deixou o grupo das dez maiores economias do mundo em PIB medido em dólares e passou a ocupar a 11ª posição, de acordo com um levantamento divulgado pela Austin Rating. O novo cenário surge após o resultado de crescimento de 0,1% no terceiro trimestre deste ano, percentual informado pelo Instituo Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (4).
O resultado ficou ligeiramente abaixo da expectativa de mercado, que projetava alta de 0,2%. Apesar de apresentar variação positiva, o desempenho brasileiro reduziu sua competitividade internacional, abrindo espaço para avanços de outras economias. O estudo aponta que Rússia e Canadá ultrapassaram o país na projeção para 2025, com a Rússia saltando para a 9ª colocação.
O relatório, que é baseado em dados do FMI, indica que as 15 maiores economias representam juntas cerca de 75% de toda a produção mundial e sofreram mudanças significativas em suas posições projetadas.
A nova lista das maiores economias mundiais continua liderada pelos Estados Unidos, que somam mais de 30 trilhões de dólares em PIB. Em seguida aparecem a China, Alemanha, Japão e Índia. Completam as 10 primeiras posições Reino Unido, França, Itália, Rússia e Canadá. O Brasil aparece logo em seguida, com um PIB estimado em 2,256 trilhões de dólares.
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O estudo da Austin destaca ainda que uma combinação de fatores influenciou as mudanças no ranking, entre eles a desvalorização recente do dólar e o ciclo de queda de juros nos Estados Unidos. Essas alterações afetam diretamente o câmbio global e, consequentemente, o posicionamento dos países no ranking baseado em dólares.
No comparativo internacional de crescimento econômico referente ao terceiro trimestre, o Brasil ficou apenas na 34ª posição, ficando atrás de países como China, Espanha e Portugal. No topo da lista aparecem Israel, Malásia e Cingapura, todas com desempenhos acima de 2% no período.
Em sentido contrário, Tailândia, Suíça e Japão tiveram as maiores quedas trimestrais, registrando retrações que variam de 0,4 a 0,6 por cento. A comparação reforça o alerta sobre a desaceleração brasileira na virada do ano.
No estudo anterior da Austin Rating, referente ao primeiro trimestre de 2025, o Brasil havia conquistado um dos melhores desempenhos do mundo ao registrar crescimento de 1,4%, ocupando então a quinta posição no ranking global.
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