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Publicado em 07/04/2026, às 08h51 Malu Machado
O Rio Grande do Norte está se posicionando como um polo tecnológico ao discutir a governança da Inteligência Artificial, com o objetivo de transformar a tecnologia em um motor econômico em vez de uma barreira burocrática.
O encontro no Sebrae-RN destacou a importância da integração entre universidades, setor produtivo e governo, com Goiás como exemplo de sucesso na regulamentação da IA, focando no desenvolvimento de capital humano.
As próximas etapas incluem a definição de soluções regulatórias para antecipar um ecossistema que favoreça a automação em micro e pequenas empresas, visando aumentar a competitividade no mercado global.
O Rio Grande do Norte deu um passo estratégico para se consolidar como um polo tecnológico ao debater a governança e a regulamentação da Inteligência Artificial (IA).
O encontro, registrado pelo Diário do RN, foi realizado no Sebrae-RN, reunindo universidades, setor produtivo e o poder público com um objetivo claro: criar um ambiente onde a tecnologia seja uma alavanca para a economia, e não uma barreira burocrática.
Para Carlos von Sohsten, gestor do IALab do Sebrae-RN, a meta é estabelecer os chamados "guardrails" - mecanismos de controle que orientem o uso da IA com ética e segurança.
"É preciso garantir que todos tenham acesso às mesmas condições. Se não, um corre de Fórmula 1 e o outro de patinete", comparou o especialista.
O debate trouxe como referência o estado de Goiás, pioneiro na regulamentação da IA no Brasil. De acordo com os especialistas goianos presentes, o segredo do sucesso foi a integração entre ensino, pesquisa e mercado, focando no desenvolvimento de capital humano e não apenas em infraestrutura física.
A ideia defendida no encontro é que o Rio Grande do Norte também busque sua "soberania tecnológica", incentivando a criação de tecnologias locais que atendam às necessidades específicas da nossa região e cultura.
O Parque Tecnológico Metrópole Digital foi apontado, durante a reunião no Sebrae-RN, como o pilar central para que o avanço da Inteligência Artificial saia do papel e chegue ao dia a dia das empresas potiguares. Unindo Direito, academia e o setor produtivo, a instituição busca consolidar uma visão estratégica que vá além de projetos teóricos.
De acordo com o diretor do Metrópole Parque, Rodrigo Romão, o foco atual é transformar o potencial da tecnologia em adoção real pela sociedade, garantindo que o crescimento ocorra de forma sustentável.
Precisamos entender como levar tecnologia para empresas e startups sem gerar prejuízos jurídicos, econômicos e sociais. O desafio é conectar a inovação com o uso prático”, defendeu Romão.
Rodrigo também destacou a velocidade impressionante com que a sociedade tem abraçado essas inovações, como no caso do ChatGPT, que atingiu 100 milhões de usuários em apenas cinco dias, um feito que a Netflix, por exemplo, levou três anos e meio para conquistar.
Isso mostra como as instituições precisam estar atentas a essa velocidade de transformação para levar tecnologia às empresas sem gerar prejuízos jurídicos ou sociais", pontuou.
A discussão agora segue para definir como o estado pode antecipar soluções regulatórias enquanto o debate federal ainda caminha em Brasília. A expectativa é que o RN crie um ecossistema favorável para que micro e pequenas empresas automatizem processos e ganhem eficiência competitiva no cenário global.
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