Negócios

Guerra no Irã derruba atividade econômica no Brasil e acende alerta sobre impactos globais

Valter Campanato/Agência Brasil
Dados do Banco Central mostram que a atividade econômica brasileira caiu 0,7% em março, refletindo a instabilidade internacional  |   BNews RN - Divulgação Valter Campanato/Agência Brasil
Jussier Lucas

por Jussier Lucas

[email protected]

Publicado em 18/05/2026, às 20h28



A atividade econômica brasileira registrou queda de 0,7% em março, primeiro mês marcado pelo início da guerra envolvendo o Irã, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (18) pelo Banco Central. O resultado aumentou a preocupação sobre os efeitos da instabilidade internacional na economia do país.

O recuo foi apontado pelo Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado um dos principais indicadores prévios do Produto Interno Bruto (PIB). A retração ocorreu na comparação com fevereiro e atingiu todos os setores avaliados.

Entre os segmentos afetados estão indústria, agropecuária, arrecadação de impostos e serviços. Este último apresentou a maior queda no período, com retração de 0,8%, refletindo o impacto do cenário internacional sobre o consumo e os investimentos.

Leia também:

Especialista aponta efeito em cadeia da guerra na economia

Para o professor do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec), William Baghdassarian, a instabilidade causada pelo conflito gera insegurança no mercado global e afeta diretamente decisões econômicas.

Segundo ele, o temor de alta nos combustíveis, redução da produção industrial e desaceleração da economia chinesa acaba produzindo um efeito em cadeia que influencia exportações, investimentos e consumo em diversos países, incluindo o Brasil.

“O medo de algo ruim acontecer é tão ruim quanto o algo ruim acontecer de fato”, afirmou o especialista ao comentar os impactos das expectativas negativas na atividade econômica.

Baghdassarian acredita que o conflito pode ser solucionado, mas alerta que outros fatores, como o cenário político e eleitoral, também contribuem para aumentar a insegurança econômica e dificultam uma recuperação mais rápida da atividade.

Apesar da retração registrada em março, os números acumulados ainda mostram resultado positivo no período de 12 meses. Segundo o Banco Central, o IBC-Br avançou 1,8% nesse intervalo.

O indicador é acompanhado de perto pelo mercado financeiro por servir como uma prévia do desempenho da economia brasileira e auxiliar projeções sobre crescimento, juros e inflação.

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp


Whatsapp floating

Receba as notificações pelo Whatsapp

Quero me cadastrar Close whatsapp floating