A Associação de Empreendedores do Leite (Empreleite) encerrou sua participação na 63ª edição da Festa do Boi com um balanço positivo: R$ 200 mil em negócios, somando vendas de produtos, comercialização de animais e novas parcerias institucionais.
A entidade destacou ainda o avanço nas discussões sobre legalização das queijeiras artesanais, que ganhou força a partir do apoio de municípios potiguares.
No espaço colaborativo da Empreleite, o público teve acesso a uma vitrine com queijos artesanais, manteigas, iogurtes e outros derivados do leite, apresentados por seis expositores associados e dez convidados.
O estande funcionou também como ponto de encontro entre produtores, gestores e pesquisadores empenhados em fortalecer a cadeia do leite no estado.
Segundo Marinho de Sousa, presidente da associação, a grande pauta do evento foi a municipalização das legislações sobre produção artesanal.
“Só com autonomia local conseguiremos adaptar as exigências à realidade de quem vive do leite”, defendeu o dirigente, que recebeu durante o evento o registro oficial de sua queijeira, localizada na Fazenda Caju, em Ceará-Mirim.
Produtores premiados na Festa do Boi
A participação da Empreleite também foi marcada pelo reconhecimento de produtores associados premiados pela qualidade de seus rebanhos e produtos. Yolando Neto, da Fazenda Cachoeirinha (Santana do Matos), conquistou o título de Melhor Criador de Gir Leiteiro do Ranking Anorc Potiguar 2025.
Já Jairo Rodrigues, da Fazenda Melodia (Taipu), levou o prêmio de Grande Campeã do Torneio Leiteiro, com a Melhor Fêmea Gir Leiteiro nas categorias potiguar e geral.
Outro destaque foi Micarla Fernandes, da Fazenda Lima (São Pedro), que recebeu o Prêmio Banco do Nordeste/Agroamigo, na categoria Empreendedorismo Feminino, pelo trabalho de valorização da produção artesanal de queijos.
Associação defende valorização e sustentabilidade
Criada em 2022, a Empreleite nasceu com o propósito de fortalecer os produtores de leite do Rio Grande do Norte, estimulando práticas sustentáveis e agregando valor ao produto potiguar.
A entidade defende a transição da venda de leite in natura para a fabricação de queijos artesanais exclusivos, o que, segundo seus cálculos, pode multiplicar em até cinco vezes o faturamento dos produtores.
“Queremos mostrar que é possível ter segurança sanitária e qualidade sem inviabilizar o pequeno produtor”, reforça Marinho de Sousa.
“Nosso compromisso é seguir construindo um ambiente mais justo e favorável para quem produz e para quem consome o verdadeiro queijo potiguar”.