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Comércio do RN desafia cenário negativo e tem a menor queda do Brasil em abril

Adriano Abreu
Apesar da queda de 0,1% nas vendas do comércio do RN, o estado se destacou como o menos afetado na região, segundo dados do IBGE  |   BNews RN - Divulgação Adriano Abreu
Elí Bernardo

por Elí Bernardo

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Publicado em 16/06/2026, às 13h33



As vendas do comércio recuaram em todos os estados do Nordeste em abril ano. Acompanhando esse recuo, observado em todos os estados do Nordeste, as vendas no comércio varejista do Rio Grande do Norte tiveram variação negativa de 0,1% no mês de abril, na comparação com março.

Apesar desse resultado, a perda do comércio potiguar foi a menor observada na região e no país para o período.A série tem ajuste sazonal.

Os dados são da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) e foram divulgadas nesta terça-feira (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em todo o Brasil, o comércio teve números negativos em 19 dos 27 locais pesquisados.

Com o desempenho, o volume de vendas do comércio varejista do país recuou 1,5% na série livre de influências sazonais, pressionado pela atividade de Combustíveis e lubrificantes.

O gerente da PMC, Cristiano Santos, destacou que as vendas do varejo brasileiro apresentaram queda após três meses de resultados positivos, o que explica a dificuldade de manutenção do ritmo de crescimento.

Os três primeiros meses, na margem, tiveram um crescimento significativo, a ponto de elevar o patamar do comércio para o nível histórico recorde. Assim, há um efeito de base, quando uma variação positiva a mais é de menor suscetibilidade”, afirmou.

O segmento inclui o comércio de bens não duráveis ou semiduráveis, como hiper e supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo.

Na comparação com o mês de abril do ano passado, o setor teve crescimento de 4,8% no Rio Grande do Norte, quarto melhor resultado do país.

Quando considerado o crescimento acumulado em 2026, o índice ficou em 6,0%, em comparação com o mesmo período do ano anterior, resultado que também deixa o estado na quarta posição nacional.

Já no comércio varejista ampliado do Rio Grande do Norte, que inclui comércio de veículos, motos, partes e peças, material de construção e atacado de produtos alimentícios, bebidas e fumo, as vendas tiveram variação de 0,6%, na passagem de abril para março.

Segundo o IBGE, esse foi o segundo maior índice registrado no Nordeste. Na comparação com abril de 2025, o crescimento foi de 5,4%. Com esse desempenho, as vendas do setor acumulam aumento de 4,2% em 2026, em relação ao mesmo período do ano passado.

A Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) investiga o comportamento conjuntural do comércio varejista no Brasil, acompanhando, mês a mês, a evolução do volume de vendas e da receita nominal no setor.

Os resultados da PMC são utilizados por órgãos governamentais, empresas e instituições financeiras para análise de conjuntura e tomada de decisão.

As estatísticas do IBGE abrangem diferentes segmentos do varejo, além do chamado comércio ampliado. Os resultados completos da pesquisa podem ser consultados no Sistema IBGE de Recuperação Automática (Sidra).

Classificação Indicativa: Livre

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