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Bilhões continuam esquecidos em bancos; veja como sacar e quem tem direito

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Até o fim de abril, mais de 50 milhões de pessoas e empresas continuavam com valores pendentes no sistema para sacar, segundo dados do Banco Central  |   BNews RN - Divulgação Reprodução/Shutterstock
José Nilton Jr.

por José Nilton Jr.

Publicado em 09/06/2026, às 13h36



Somente em abril deste ano, os brasileiros retiraram R$ 482,8 milhões de quantias esquecidas no sistema financeiro, conforme informações divulgadas nesta terça-feira (9) pelo Banco Central (BC). Ao todo, o Sistema de Valores a Receber (SVR) já retornou R$ 15 bilhões a clientes bancários.

Mesmo com os resgates realizados, milhões de brasileiros ainda não retiraram os recursos disponíveis. Até o fim de abril, mais de 50 milhões de pessoas e empresas continuavam com valores pendentes no sistema, segundo dados do Banco Central.

O SVR permite a consulta de recursos esquecidos em bancos, cooperativas de crédito, consórcios, corretoras e outras instituições financeiras. A ferramenta pode ser acessada gratuitamente mediante consulta com CPF ou CNPJ.

Como consultar e resgatar os valores?

A consulta inicial pode ser feita sem necessidade de login, bastando informar CPF e data de nascimento, ou CNPJ e data de abertura da empresa.

Caso existam valores disponíveis, o cidadão precisará acessar o sistema com uma conta Gov.br nos níveis prata ou ouro, além de ter a verificação em duas etapas ativada. Após o acesso, é possível verificar o valor disponível, a instituição responsável e os procedimentos para devolução.

O resgate pode ocorrer de três formas: diretamente com a instituição financeira, por meio do Sistema de Valores a Receber ou através da solicitação automática de devolução.

Maioria tem valores de até R$ 100 para receber

Os recursos esquecidos têm origens variadas, incluindo contas correntes e poupanças encerradas, tarifas cobradas indevidamente, saldos de consórcios finalizados, cotas de cooperativas de crédito, contas de pagamento encerradas e valores mantidos por corretoras e distribuidoras.

Até abril, 41,4 milhões de beneficiários já haviam resgatado seus recursos, sendo cerca de 37 milhões de pessoas físicas e 4,5 milhões de empresas.

Os dados mostram que a maior parte dos beneficiários possui quantias relativamente pequenas. Cerca de 64,57% têm até R$ 10 para receber. Outros 23,42% possuem valores entre R$ 10,01 e R$ 100. Já 9,91% têm entre R$ 100,01 e R$ 1 mil, enquanto apenas 2,1% podem resgatar mais de R$ 1 mil.

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