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Arrecadação federal dispara e bate recorde histórico em fevereiro; confira

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Os dados sobre a arrecadação foram divulgados pela Receita Federal, que também apontou o melhor resultado para o início de ano até agora  |   BNews RN - Divulgação Reprodução/Pixabay
José Nilton Jr.

por José Nilton Jr.

Publicado em 24/03/2026, às 15h58



A receita federal atingiu R$ 222,1 bilhões em fevereiro deste ano, o montante mais elevado já registrado para este mês desde o início das estatísticas em 1995. Esse desempenho representa um crescimento real de 5,68% em relação a fevereiro do ano passado, já ajustado pela inflação.

Os dados foram divulgados nesta terça-feira (24), pela Receita Federal, que também apontou o melhor resultado para o início de ano até agora. No acumulado de janeiro e fevereiro, a arrecadação somou R$ 547,9 bilhões, com alta real de 4,41%.

O desempenho foi puxado principalmente pelo avanço das contribuições previdenciárias e por mudanças recentes na legislação tributária, com destaque para tributos como PIS, Cofins, IRRF sobre rendimentos de capital e IOF.

Impostos impulsionam crescimento

As receitas com PIS e Cofins chegaram a R$ 47,7 bilhões em fevereiro, registrando crescimento real de 8,45% em relação ao mesmo período do ano passado. No acumulado do ano, esses tributos somam R$ 104,1 bilhões, com alta de 6,19%.

De acordo com a Receita, o avanço está ligado ao aumento das vendas no comércio e nos serviços, além do bom desempenho da extração de petróleo.

O Imposto sobre Operações Financeiras também apresentou forte expansão. Em fevereiro, arrecadou R$ 8,7 bilhões, com crescimento real de 35,73%. No bimestre, o total foi de R$ 16,8 bilhões, avanço de 41,83%, influenciado por mudanças legais que ampliaram sua incidência.

IR e Previdência ganham destaque

O Imposto de Renda Retido na Fonte sobre rendimentos de capital também registrou alta expressiva, com crescimento de 26,45% no bimestre, alcançando R$ 26,4 bilhões.

Esse resultado foi impulsionado por aplicações em renda fixa e pela tributação sobre Juros sobre Capital Próprio, modalidade de distribuição de lucros. O aumento da alíquota desse imposto, aprovado pelo Congresso, deve impactar ainda mais a arrecadação a partir de abril.

Já a arrecadação previdenciária atingiu R$ 60,5 bilhões em fevereiro, com crescimento real de 5,68%. No acumulado do ano, o valor chegou a R$ 124,4 bilhões, alta de 5,58%.

Outros tributos e impacto fiscal

Entre os fatores que contribuíram para o avanço da Previdência estão o crescimento da massa salarial e o aumento da arrecadação do Simples Nacional, além da reoneração gradual da folha de pagamentos e das contribuições municipais.

Outro destaque foi a arrecadação com apostas online, que somou R$ 2,5 bilhões no bimestre, um salto de 236% em relação ao mesmo período do ano anterior, refletindo a ampliação da regulamentação do setor.

Por outro lado, impostos ligados às importações tiveram queda. As receitas de IPI e Imposto de Importação recuaram 10,37% no período, influenciadas pela redução do volume importado e pela variação cambial.

Meta fiscal no radar

Com os resultados, o governo fortalece o caixa no início do ano e avança no objetivo de cumprir a meta fiscal prevista para 2026, que estabelece superávit primário de R$ 34,3 bilhões.

A legislação permite uma margem de tolerância, possibilitando que o resultado varie entre equilíbrio fiscal e um superávit de até R$ 68,6 bilhões.

O cenário reforça a importância do desempenho da arrecadação para sustentar o equilíbrio das contas públicas ao longo do ano.

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