Negócios
por José Nilton Jr.
Publicado em 02/04/2026, às 15h45
Os segmentos de Comércio e Serviços apresentaram recuperação em fevereiro, contribuindo para atenuar a perda total de 2.221 empregos formais no Rio Grande do Norte durante o segundo mês do ano. Essa avaliação foi feita pelo Instituto Fecomércio RN, com base em dados do Novo Caged divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
Apesar do saldo negativo geral, o desempenho do setor terciário ajudou a reduzir o impacto das demissões registradas principalmente na agropecuária e na indústria. O cenário reflete a influência da sazonalidade em atividades agrícolas e industriais, que pressionaram os números do período.
A maior queda veio da Agropecuária, responsável pelo fechamento de 2.152 postos de trabalho, seguida pela Indústria, que eliminou 1.012 vagas.
Entre as atividades mais afetadas estão o cultivo de melão, o plantio de cana-de-açúcar e a produção sucroalcooleira, que sozinha respondeu por 1.673 demissões no estado.
Esse desempenho negativo está diretamente ligado à redução de safra e ao comportamento sazonal dessas atividades econômicas.
Na contramão, o Comércio abriu 175 vagas e o setor de Serviços gerou 861 novos postos, ajudando a conter o impacto das perdas.
Entre os destaques positivos estão a área de Educação, com 538 vagas impulsionadas pela volta às aulas, além de Alimentação, supermercados e comércio de veículos. Somados, os setores de Comércio, Serviços e Turismo criaram mais de mil empregos no mês, reforçando sua importância para a economia estadual.
No recorte municipal, Natal liderou a geração de empregos, com 550 novas vagas, seguida por Parnamirim, com 291.
Por outro lado, municípios como Baía Formosa, Goianinha, Arez e Ceará-Mirim registraram os piores resultados, influenciados pela queda da agroindústria.
No acumulado de 2026, o estado soma saldo negativo de 940 empregos formais, mesmo com crescimento consistente no setor de Serviços, que abriu 2.029 vagas. O Comércio, por outro lado, ainda registra saldo negativo de 167 postos no período.
No cenário regional, o Rio Grande do Norte aparece com o segundo pior resultado do Nordeste em fevereiro, atrás apenas de Alagoas, também impactado pelo setor sucroalcooleiro.
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