Geral
Com a volta às aulas na rede pública e privada, o período de maior circulação de crianças e adolescentes em ambientes fechados reacende um alerta: "doenças de verão". E o Rio Grande do Norte, está livre das doenças sazonais? Pelo contrário.
É no calor do veraneio que as infecções costumam se espalhar com mais facilidade em meio ao calor intenso, chuvas irregulares e maior contato entre os alunos. Em cidades como Natal, onde as altas temperaturas e a umidade favorecem a proliferação de vírus, bactérias e mosquitos, especialistas recomendam atenção redobrada de pais, responsáveis e gestores escolares.
As altas temperaturas e o aumento das chuvas típicas do verão contribuem para a elevação de casos de viroses gastrointestinais, arboviroses como Dengue e Zika, além de micoses, otites e conjuntivites.
O calor intenso ainda favorece a proliferação de vírus, bactérias e fungos, enquanto a água acumulada das chuvas cria ambientes propícios para a reprodução de mosquitos transmissores.
Importante lembrar que o verão deste ano teve início em 21 de dezembro e segue até 20 de março, ou seja, ainda há um mês inteiro pela frente, ou seja, bastante tempo para muita preocupação.
Também vale lembrar que é no verão que o aumento do fluxo turístico no estado, com maior permanência em praias e piscinas. Mais tempo na rua significa mais consumo de alimentos fora de casa, o que ajuda a elevar o risco de contaminações.
Claudinei Soares trabalha como garçom e passa boa parte do dia em contato direto com o público. Em meio à alta circulação de pessoas no restaurante onde dá plantão nos fins de semana, ele admite que o maior receio não é com ele mesmo, mas por quem o espera em casa. Pai da pequena Camila, de apenas seis meses de vida, Claudinei teme levar vírus sazonais para o lar.
A gente trabalha com muita gente diferente todos os dias. O medo é chegar em casa e acabar passando alguma coisa para ela”.
Para reduzir os riscos, o garçom diz que reforçou os cuidados com higiene, como trocar de roupa ao chegar, lavar bem as mãos e evitar contato direto com a bebê antes do banho. A preocupação reflete o alerta de especialistas sobre a importância da prevenção, principalmente em lares com crianças pequenas, mais vulneráveis a infecções típicas do verão.
Outro fator que contribui para o crescimento dos casos é a volta às aulas ainda durante o verão. A combinação de altas temperaturas com o retorno de crianças a ambientes fechados e compartilhados facilita a transmissão de viroses respiratórias, como gripes e resfriados, e gastrointestinais, que causam diarreia e vômitos, além de conjuntivite. Salas com ventilação insuficiente ou uso intenso de ar-condicionado podem favorecer a circulação de vírus.
O contato próximo entre os alunos e o compartilhamento de objetos, como garrafas, copos e materiais escolares, aceleram a disseminação das doenças. Além disso, crianças mais novas ainda estão em fase de aprendizado de hábitos básicos de higiene, como lavar corretamente as mãos, o que aumenta a vulnerabilidade à transmissão.
Antônio Moratto é mecânico de automóveis e pai de dois meninos pequenos: Gabriel, de 8 anos, e Francisco, de 5. Com a volta às aulas em pleno verão potiguar, ele confessa que a preocupação aumentou.
Essa é a época em que a gente mais ouve falar de virose, dengue, essas coisas. Como meus meninos ainda são pequenos, fico com medo de adoecerem”.
Assim como Antônio, muitos pais no Rio Grande do Norte redobram os cuidados neste período de calor intenso e maior circulação de crianças nas escolas, quando doenças típicas do verão tendem a se espalhar com mais facilidade.
Com o objetivo de ampliar a vacinação e proteger a população potiguar, a Secretaria de Estado da Saúde Pública lançou em janeiro a campanha Verão Protegido 2026. A campanha segue mesmo após o fim do Carnaval, devendo se estender até o dia 27 de fevereiro.
A SESAP orienta aos municípios que sejam criadas estratégias para ações como, por exemplo, postos volantes de vacinação em praias, parques e praças, com ênfase nos imunizantes contra Covid-19, Influenza, HPV e dengue.
Além disso, realizar também ações educativas sobre a importância da vacinação, prevenção da dengue e demais doenças como Zika e Chikungunya, e alertar sobre a ocorrência de Doenças de Transmissão Alimentar (DTHA).
O foco na dengue se dá especialmente por conta da intensificação do risco de transmissão durante o período de verão. Portanto, a SESAP também orienta que durante o Verão Protegido 2026 as secretarias municipais tomem medidas como a intensificação das visitas às casas e inspeção em prédios públicos para eliminar criadouros, bem como articulações com outras secretarias e órgãos municipais para ampliar a proteção nos locais.
Segundo o Ministério da Saúde, especialistas recomendam reforçar medidas preventivas, como higienização frequente das mãos, consumo de água tratada, cuidado com a procedência e conservação dos alimentos, uso de repelente e atenção redobrada aos sintomas, buscando atendimento médico em caso de sinais persistentes ou agravamento do quadro clínico. Veja:
Pais e responsáveis ainda devem ficar atentos a sintomas como febre alta, dor no corpo, vômitos persistentes, diarreia intensa ou irritação nos olhos, buscando atendimento médico quando necessário. A prevenção e a informação continuam sendo as principais aliadas para atravessar o verão com mais saúde e segurança.
Leia também
Classificação Indicativa: Livre
Modo Karaokê
som poderoso
Notebook Poderoso
famoso copo
Smartwatch top