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Uma colaboradora de uma empresa em Içara (SC) encontrou uma microcâmera escondida em uma tomada no banheiro feminino, gerando preocupação entre os funcionários e levantando questões sobre a segurança no ambiente de trabalho.
A Polícia Militar confirmou que a câmera possuía um chip de armazenamento e apreendeu diversos equipamentos eletrônicos que podem estar relacionados ao monitoramento ilegal, enquanto o proprietário da empresa alegou desconhecimento sobre a instalação do dispositivo.
A Polícia Civil investiga o caso para determinar há quanto tempo a câmera estava instalada e quantas pessoas podem ter sido afetadas, além de alertar sobre o aumento de casos semelhantes e a necessidade de vigilância em locais públicos.
Um caso de violação de intimidade chocou os funcionários de uma empresa localizada às margens da rodovia SC-445, no bairro Vila Nova, em Içara (SC). Uma colaboradora do setor de vendas, que havia sido contratada há poucos dias, descobriu uma microcâmera escondida instalada estrategicamente dentro de uma tomada no banheiro feminino da unidade.
A descoberta ocorreu na tarde da última quarta-feira (4), por volta das 18h. Segundo o relatório da Polícia Militar, a funcionária suspeitou de uma pequena luz intermitente que saía do espelho da tomada enquanto utilizava o reservado. Ao abrir o dispositivo, ela encontrou o equipamento de filmagem camuflado.
A Polícia Militar foi acionada imediatamente e confirmou que a microcâmera possuía um chip de armazenamento de dados. Diante da gravidade do fato, os agentes realizaram uma varredura inicial e apreenderam equipamentos eletrônicos que podem estar ligados ao monitoramento ilegal:
Dispositivos apreendidos: 01 microcâmera, 03 celulares, 01 computador e 01 notebook;
Encaminhamento: todo o material será periciado pela Polícia Civil para identificar o autor da instalação e se as imagens foram transmitidas ou compartilhadas na internet.
O proprietário da empresa prestou depoimento e afirmou desconhecer a existência do equipamento no local. A ocorrência foi registrada como registro não autorizado da intimidade sexual e perturbação do sossego alheio.
Casos de "câmeras espiãs" em banheiros e provadores têm crescido com a facilitação do acesso a tecnologias de espionagem baratas. Especialistas recomendam que, ao notar luzes infravermelhas (visíveis através da câmera do celular em ambiente escuro) ou furos incomuns em objetos como detectores de fumaça, carregadores e tomadas, a polícia deve ser acionada imediatamente sem tocar no objeto, para preservar as digitais do suspeito.
A Polícia Civil de Santa Catarina agora trabalha para descobrir há quanto tempo o dispositivo estava instalado e quantas vítimas podem ter tido sua intimidade violada.
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