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Vacina contra “cobreiro” fica fora do SUS por custo bilionário; entenda a situação

Divulgação/Ministério da Súde
A decisão de não incorporar a vacina foi oficializada pelo Ministério da Saúde no Diário Oficial da União devido ao alto custo  |   BNews RN - Divulgação Divulgação/Ministério da Súde
José Nilton Jr.

por José Nilton Jr.

Publicado em 13/01/2026, às 16h08



A vacina recombinante contra o herpes-zóster, mais conhecido como cobreiro, não será incorporada ao Sistema Único de Saúde (SUS). A decisão foi oficializada pelo Ministério da Saúde no Diário Oficial da União da última segunda-feira (12), e foi tomada devido ao alto custo do imunizante. A medida afeta especialmente idosos com 80 anos de idade ou mais e pessoas com imunidade comprometida. 

A recusa aconteceu após análise da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS, que avaliou evidências científicas, impacto financeiro e relação custo-benefício. De acordo com o Ministério da Saúde, a estimativa é que a aplicação da vacina na rede pública geraria despesas de aproximadamente R$ 5,2 bilhões em cinco anos.

Esse valor é superior ao gasto total anual do programa Farmácia Popular, que foi de R$ 4,2 bilhões no último ano. Apesar do posicionamento desfavorável neste momento, o governo destacou que o cenário poderá ser reavaliado futuramente, caso novas evidências científicas ou mudanças econômicas alterem a análise inicial realizada pela Conitec.

Rede privada segue como única alternativa

Com a negativa do SUS, a vacina permanece disponível apenas em clínicas particulares, com preço médio de R$ 700 cada dose. O esquema vacinal exige duas aplicações, o que torna o acesso ainda mais restrito para a maior parte da população que faz parte do grupo de risco.

No Brasil, a vacina avaliada é a única versão recombinante adjuvada disponível. Considerada um avanço em relação às anteriores, ela não utiliza o vírus vivo atenuado, como ocorria em versões antigas, e oferece maior eficácia e proteção mais prolongada.

Mesmo diante do custo elevado, especialistas destacam a importância da imunização para grupos vulneráveis, especialmente pelo potencial da doença de provocar dores intensas e complicações graves em pessoas com imunidade fragilizada.

Doença pode voltar anos após catapora

O herpes-zóster é causado pelo Vírus Varicela-Zoster, o mesmo responsável pela catapora. Após a infecção inicial, o vírus permanece latente no organismo e pode ser reativado ao longo da vida, principalmente em idosos ou indivíduos com doenças crônicas como diabetes, hipertensão, câncer, Aids e transplantados.

Os sintomas incluem dor neural intensa, formigamento, queimação, ardência, coceira e, em alguns casos, febre, mal-estar e dor de cabeça. O Ministério da Saúde informa que, em pessoas com boa imunidade, as lesões evoluem para crostas em cerca de sete dias, marcando o fim da doença.

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