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UERN e UFERSA sediam concurso LGBTQIA+ em Mossoró e dividem opiniões na web; confira vídeo

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A primeira edição do concurso nas universidades UERN e UFERSA promoveu arte e discussão sobre prioridades acadêmicas.  |   BNews RN - Divulgação Foto: imagem gerada por IA
BNews Natal Redação

por BNews Natal Redação

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Publicado em 04/04/2026, às 09h17



As universidades públicas de Mossoró foram palco, na última segunda-feira (30), de uma iniciativa que segue repercutindo intensamente nas redes sociais. A primeira edição do “Concurso de Lésbica Mais Performática” movimentou os campi da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) e da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), unindo apresentações artísticas e uma forte dose de controvérsia.

O evento teve como proposta central a valorização da identidade e da performance artística dentro do ambiente acadêmico, com participantes sendo avaliadas pela criatividade e presença de palco. No entanto, o que era para ser apenas um momento de integração entre estudantes e a comunidade LGBTQIA+ local, acabou se transformando em um debate sobre as prioridades das instituições de ensino superior.

Repercussão

Após os registros das apresentações serem compartilhados em perfis oficiais e de estudantes, uma onda de comentários tomou conta das publicações. De um lado, apoiadores celebraram a ocupação do espaço público com diversidade. De outro, uma parcela considerável de internautas questionou a pertinência da atividade dentro da universidade.

As principais críticas pontuavam se o ambiente acadêmico, sustentado por recursos públicos, seria o lugar adequado para esse tipo de performance. "As pessoas deveriam estar focadas no estudo e na produção científica, não em concursos desse tipo", escreveu um usuário em uma rede social. Outros comentários sugeriram que tais eventos deveriam ser realizados em espaços culturais externos, preservando o campus para atividades estritamente pedagógicas.

O lado da organização

Apesar das críticas, os organizadores avaliaram a estreia de forma positiva e ressaltaram que a universidade também é um espaço de construção social e cultural. Eles argumentam que a iniciativa fortalece a permanência de grupos minoritários no ensino superior ao criar redes de apoio e visibilidade.

Até o momento, as reitorias da UERN e da UFERSA não emitiram notas oficiais sobre os questionamentos levantados pela comunidade em relação ao uso das dependências para o concurso.

Confira:

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