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Trabalho por aplicativos cresce 25% em dois anos e já soma 1,7 milhão de pessoas no Brasil

Quase metade (47,3%) dos trabalhadores por aplicativo têm entre 25 e 39 anos - Thiago Gadelha/DN
De acordo com o estudo, os aplicativos de transporte privado de passageiros (exceto táxi) são os mais utilizados, reunindo 53,1% dos trabalhadores  |   BNews RN - Divulgação Quase metade (47,3%) dos trabalhadores por aplicativo têm entre 25 e 39 anos - Thiago Gadelha/DN
José Nilton Jr.

por José Nilton Jr.

Publicado em 17/10/2025, às 13h59



De acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de brasileiros que usam aplicativos como sua principal fonte de renda cresceu 25,4% no ano passado, em comparação com 2022. Nesse período, o total de trabalhadores que integram essa modalidade passou de 1,3 milhão para quase 1,7 milhão, representando um acréscimo de 335 mil pessoas.

O levantamento foi divulgado nesta sexta-feira (17) pelo IBGE, por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua: Trabalho por Plataformas Digitais, em caráter experimental.

Aplicativos de transporte concentram mais da metade dos trabalhadores

De acordo com o estudo, os aplicativos de transporte privado de passageiros (exceto táxi) são os mais utilizados, reunindo 53,1% dos trabalhadores. Em seguida aparecem os apps de entrega de alimentos e produtos (29,3%), os de serviços profissionais e gerais (17,8%) e os de táxi (13,8%).

Dentro do grupo de serviços profissionais estão incluídos designers, tradutores e médicos que realizam consultas por telemedicina, entre outros.

O IBGE destacou também que 72,1% dos trabalhadores de aplicativos atuam em ocupações classificadas como operadores de instalação e máquinas e montadores, o que inclui motoristas e motociclistas.

Maioria é homem e trabalha por conta própria

O levantamento mostra que 83,9% dos trabalhadores de plataformas são homens, proporção muito superior à observada na população ocupada em geral (58,8%). As mulheres representam 16,1% desse grupo.

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Em relação ao vínculo profissional, a grande maioria (86,1%) atua por conta própria, enquanto 6,1% são empregadores e apenas 3,2% têm emprego formal. A taxa de informalidade nesse segmento chega a 71,1%, bem acima da média nacional (44,3%).

Perfil e escolaridade

Quase metade (47,3%) dos trabalhadores por aplicativo têm entre 25 e 39 anos, e 36,2% estão na faixa de 40 a 59 anos.

Em relação à escolaridade, seis em cada dez concluíram o ensino médio, mas não o ensino superior:

ensino médio completo e superior incompleto: 59,3%

ensino superior completo: 16,6%

ensino fundamental completo e médio incompleto: 14,8%

sem escolaridade ou fundamental incompleto: 9,3%

Sudeste concentra mais da metade dos “plataformizados”

A Região Sudeste concentra 53,7% dos trabalhadores de aplicativos, seguida pelo Nordeste (17,7%), Sul (12,1%), Centro-Oeste (9%) e Norte (7,5%).

Foi também no Sudeste onde a proporção de trabalhadores de apps em relação à força de trabalho total (2,2%) superou a média nacional (1,9%).

Pesquisa experimental

A pesquisa foi realizada no terceiro trimestre do ano passado, em parceria com a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e o Ministério Público do Trabalho (MPT).

O IBGE enfatiza que o estudo é experimental e não abrange plataformas de hospedagem ou locação temporária, como o Airbnb. Em 2025, a próxima edição deverá incluir também atividades de e-commerce.

Classificação Indicativa: Livre

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