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Publicado em 15/10/2025, às 09h17 Marina Gonçalves
Na última segunda-feira, 13, o meteorologista e pesquisador Carlos Nobre concedeu uma entrevista para o programa ‘Roda Viva’ e fez um alerta importante sobre os efeitos do rápido descongelamento de solos do planeta.
Esse alerta reforça o objetivo do Acordo de Paris, adotado em 2015, que tenta manter o aquecimento global abaixo de 1,5 °C.
No bate-papo, Nobre destacou a importância de manter as emissões em 1,5 °C. “O que a ciência mostra com clareza é que, se a gente não rapidamente reduzir e deixar em 1,5 °C, chegamos em 2050 passando de 2 °C”, disse.
“Alguns estudos mostram que pode chegar até 2,5 °C e a gente perde, até 2100, 70% da Amazônia”, completou o especialista, acrescentando que o aumento da temperatura faz o permafrost descongelar mais depressa.
O permafrost, que é um solo de congelamento constante, pode ser encontrado em diversas regiões, como, por exemplo, no Hemisfério Norte e Sul, em locais como Alasca, Canadá e Sibéria.
Segundo o pesquisador, o permafrost já começou a descongelar, liberando o gás metano. “Os estudos mostram: se a temperatura chegar a 2°C, até 2100, nós vamos liberar mais de 200 bilhões de toneladas desses gases do solo congelado”, alertou Nobre, destacando que, entre as consequências, está também a extinção dos recifes de corais e outras espécies.
Carlos Nobre falou ainda sobre o grande risco do Planeta Terra se tornar inabitável até o ano de 2100. “Se chegarmos a 3 ou 4°C em 2100 – o que é totalmente possível, se nós não reduzirmos rapidamente as emissões – as regiões equatoriais no nível do mar terão uma temperatura que o corpo humano não resiste [...] O planeta vai ficando inabitável. Não podemos deixar de jeito nenhum isso acontecer”.
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