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SUS passa a oferecer teleatendimento gratuito em saúde mental para mulheres em situação de violência e cuidadoras

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O Acolhe Mais oferece teleatendimento psicológico gratuito para mulheres em situação de violência e cuidadoras de familiares com deficiência.  |   BNews RN - Divulgação Foto: Magnific
Ranyere Fonseca

por Ranyere Fonseca

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Publicado em 29/08/2026, às 11h27



O Ministério da Saúde anunciou a expansão nacional do Acolhe Mais, serviço que oferece teleatendimento psicológico gratuito voltado a mulheres em situação de violência física, psicológica, sexual ou patrimonial. A iniciativa contempla também mães, avós, tias e irmãs que exercem a rotina de cuidado de familiares com deficiência, doenças raras ou transtornos do neurodesenvolvimento.

O programa, que começou em março de 2026 em formato de projeto-piloto nas cidades do Recife e do Rio de Janeiro, agora passa a cobrir todo o território nacional. A pasta estima uma capacidade operacional de até 100 mil teleatendimentos por mês por meio do aplicativo Meu SUS Digital.

Como funciona o agendamento no Meu SUS Digital

Para ter acesso às sessões de acolhimento remoto, as usuárias precisam realizar uma solicitação digital simples:

  • Acessar o aplicativo Meu SUS Digital utilizando a conta gov.br;
  • Navegar até a aba "Miniapps" e selecionar a opção "Acolhe Mais + Agora Tem Especialistas em Saúde Mental para Mulheres";
  • Preencher o cadastro na plataforma da Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS), indicando se o atendimento decorre de situação de violência ou de sobrecarga pela rotina de cuidados;
  • Aguardar o retorno da equipe técnica, que ocorre em até 24 horas para escolha de data e horário.

O link da videochamada é encaminhado com antecedência. As consultas são realizadas de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h, e aos sábados, das 8h às 14h.

Ciclo terapêutico e integração com a rede presencial

O modelo prevê ciclos de até dez sessões com psicólogos especializados. Caso a paciente necessite de acompanhamento continuado, novos ciclos podem ser abertos ou a mulher poderá ser encaminhada diretamente para a rede presencial do SUS, como os Centros de Atenção Psicossocial (Caps) ou Unidades Básicas de Saúde (UBS). Nos municípios sem estrutura local compatível, o suporte virtual é mantido.

A pasta reforça que o teleatendimento não substitui os canais de urgência e emergência policial.

Redes de proteção e canais de emergência

Em episódios de ameaça iminente ou agressão em andamento, as mulheres devem recorrer aos órgãos de segurança e apoio:

  • Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher): atendimento gratuito 24 horas, orientações jurídicas e acolhimento (também disponível pelo WhatsApp no número (61) 9610-0180);
  • Polícia Militar (190): acionamento imediato para flagrantes e situações de risco à vida;
  • Delegacias Especializadas (Deam): registro de boletins de ocorrência e requerimento de medidas protetivas de urgência.

Classificação Indicativa: Livre

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