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Rodovias federais do RN têm alta de acidentes e registram recorde de mortes

Marcelo Camargo/Agência Brasil
Embora a maioria dos acidentes ocorra durante o dia, a noite concentra a maior parte das mortes, especialmente em colisões frontais  |   BNews RN - Divulgação Marcelo Camargo/Agência Brasil
Jussier Lucas

por Jussier Lucas

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Publicado em 15/12/2025, às 20h33



Em 2024, as rodovias federais do Rio Grande do Norte registraram 1.181 acidentes, o maior número em sete anos, resultando em 109 mortes e 396 feridos graves, o que indica um aumento preocupante na segurança viária do estado.

A BR-101 e a BR-304 foram responsáveis por mais da metade dos acidentes, com a BR-101 liderando com 344 ocorrências, enquanto a taxa de severidade dos acidentes atingiu 0,488, o maior índice desde 2019.

O estudo da Fundação Dom Cabral também revela que, embora a maioria dos acidentes ocorra durante o dia, os acidentes noturnos são mais letais, refletindo uma tendência nacional de aumento de acidentes nas rodovias brasileiras, com 56.117 ocorrências registradas em 2024.

Resumo gerado por IA

As rodovias federais que cortam o Rio Grande do Norte registraram, em 2024, o maior número de acidentes dos últimos sete anos. Levantamento da Fundação Dom Cabral (FDC) aponta 1.181 ocorrências ao longo do ano, com 109 mortes e 396 feridos graves — os piores indicadores desde 2018.

O estudo considera trechos com fluxo diário igual ou superior a mil veículos e revela que a BR-101 e a BR-304 concentram mais da metade dos acidentes registrados no estado. Juntas, as duas rodovias responderam por 54% das ocorrências em 2024. A BR-101 lidera o ranking, com 344 registros, seguida pela BR-304, com 295.

Severidade dos acidentes aumenta no estado

Além do crescimento no número de ocorrências, os dados indicam agravamento na gravidade dos acidentes. A pesquisa utiliza a Taxa de Acidentes (TAc), que relaciona ocorrências ao fluxo de veículos, e a Taxa de Severidade de Acidentes (TSAc), que pondera os casos conforme a gravidade, incluindo mortes.

Em 2024, a taxa de severidade no Rio Grande do Norte chegou a 0,488, o maior índice desde 2019. Segundo o coordenador da FDC, Paulo Tarso Vilela de Resende, embora o aumento absoluto acompanhe o crescimento da frota e do tráfego, a severidade tem avançado de forma mais acentuada nos últimos anos.

Acidentes diurnos são maioria, mas noite concentra mortes

Entre 2018 e 2024, foram registrados 7.204 acidentes em rodovias federais potiguares. A maioria ocorreu durante o dia, com 53,83% das ocorrências, enquanto o período noturno concentrou 36,54%.

Apesar disso, os acidentes à noite tendem a ser mais letais. De acordo com o coordenador técnico da FDC, professor Ramon César, as colisões frontais representam quase metade dos casos com vítimas fatais nesse período, geralmente associadas a ultrapassagens em pistas simples e excesso de velocidade.

O estudo aponta ainda que 70,60% dos acidentes aconteceram em trechos de reta e que 74,4% ocorreram sob condições de tempo bom. Automóveis estiveram envolvidos em 62,26% dos sinistros, enquanto motocicletas participaram de 52,58% das ocorrências.

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Cenário nacional acompanha tendência de alta

O levantamento da Fundação Dom Cabral mostra que o cenário potiguar reflete uma tendência nacional. Em 2024, as rodovias federais brasileiras registraram 56.117 acidentes, o maior número desde 2018, com 4.995 mortes e 15.916 feridos graves.

As rodovias BR-101, BR-116 e BR-381 concentram o maior volume de ocorrências no país, principalmente em pistas simples. A colisão frontal segue como o tipo de acidente mais associado à gravidade e às mortes nas estradas federais.

Classificação Indicativa: Livre

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