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RN dá passo contra a desertificação e amplia proteção da Caatinga com pacote de ações ambientais

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O II Seminário do Conselho Deliberativo destaca políticas ambientais e avanços no combate à desertificação no estado potiguar  |   BNews RN - Divulgação Reprodução/Internet
Giovana Gurgel

por Giovana Gurgel

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Publicado em 19/06/2026, às 16h21



O Governo do Rio Grande do Norte apresentou nesta sexta-feira (19) uma série de avanços na política ambiental estadual durante o II Seminário do Conselho Deliberativo de Combate à Desertificação. Entre os destaques estão a conclusão da revisão do Plano Estadual de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca (PAE-RN), a regulamentação do primeiro Fundo Estadual de Combate à Desertificação do Brasil, a redução dos índices de desmatamento da Caatinga, a ampliação das áreas protegidas e o fortalecimento da estrutura dos órgãos ambientais.

Realizado no auditório do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (Idema), o encontro reuniu pesquisadores, gestores públicos, especialistas e representantes da sociedade civil para discutir estratégias voltadas à recuperação ambiental, adaptação climática e desenvolvimento sustentável no Semiárido.

Durante a programação, foi apresentada a versão revisada do Plano Estadual de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca (PAE-RN), documento considerado uma das principais ferramentas de planejamento ambiental do estado.

Plano 

A atualização do plano contou com a participação de 216 representantes de diferentes segmentos sociais, que contribuíram em seminários regionais realizados nos municípios de Currais Novos e Pau dos Ferros. O documento estabelece cinco eixos estratégicos de atuação: gestão sustentável da terra e recuperação de áreas degradadas, adaptação às mudanças climáticas e enfrentamento da seca, pesquisa e inovação, melhoria das condições de vida das populações afetadas e fortalecimento da governança ambiental.

Na abertura do seminário, a governadora Fátima Bezerra destacou que o estado vem consolidando uma política estruturada para enfrentar os efeitos da desertificação e das mudanças climáticas. Segundo ela, a regulamentação do fundo estadual, a redução do desmatamento, a ampliação das unidades de conservação e a chegada de novos servidores ao Idema representam marcos importantes para a agenda ambiental potiguar.

Queda no desmatamento 

Os avanços anunciados ocorrem em meio a resultados positivos registrados pelo bioma Caatinga. Dados do Relatório Anual do Desmatamento no Brasil (RAD 2025), elaborado pela iniciativa MapBiomas Alerta, apontam redução de 25,9% na área desmatada da Caatinga em comparação ao ano anterior. No RN, a redução foi de 22%, com a área desmatada passando de 6.121 hectares em 2024 para 4.759 hectares em 2025.

Para o diretor-geral do Idema, Werner Farkatt, os números refletem a importância do planejamento e da integração entre os órgãos ambientais. Segundo ele, o enfrentamento da degradação da terra exige ações contínuas de restauração da Caatinga e fortalecimento das políticas públicas voltadas à conservação do bioma.

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Unidade de conservação 

Entre as iniciativas recentes do governo está a criação do Refúgio de Vida Silvestre Serra das Araras (Revis Serra das Araras), instituído em 2026. Com área de 12.367,81 hectares, a unidade tornou-se a maior área de conservação da Caatinga em território potiguar. A nova área protegida tem como objetivo preservar a biodiversidade, contribuir para o enfrentamento das mudanças climáticas e estimular atividades sustentáveis na região.

O seminário também contou com a conferência “Restaurar a esperança: desafios e perspectivas para o Semiárido brasileiro”, ministrada por Alexandre Henrique Bezerra Pires, diretor do Departamento Nacional de Combate à Desertificação do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima.

Durante sua participação, Alexandre Pires chamou atenção para o crescimento das áreas semiáridas em todo o Brasil. De acordo com ele, o país registra, a cada década, um aumento de aproximadamente 75 mil quilômetros quadrados de áreas classificadas como semiáridas.

O representante do governo federal afirmou que o avanço da degradação da terra está associado a atividades humanas e econômicas, além de ser intensificado pelos efeitos das mudanças climáticas. Para ele, o Rio Grande do Norte reúne condições para se tornar referência nacional no combate à desertificação, especialmente em razão das políticas implementadas e da elaboração do Plano Estadual de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca.

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