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Relógio do Juízo Final é ajustado e acende alerta máximo sobre o futuro do planeta

Divulgação Bulletin of the Atomic Scientists
Cientistas alertam sobre riscos crescentes de aniquilação global com novo ajuste do Relógio do Juízo Final, diante do avanço de conflitos nucleares  |   BNews RN - Divulgação Divulgação Bulletin of the Atomic Scientists
Jussier Lucas

por Jussier Lucas

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Publicado em 27/01/2026, às 16h28



O Relógio do Juízo Final foi ajustado para 85 segundos até a meia-noite, o menor intervalo registrado, refletindo o aumento dos riscos de aniquilação global devido a tensões nucleares e avanços tecnológicos.

O Boletim dos Cientistas Atômicos destacou que a agressividade de potências nucleares e o enfraquecimento de tratados de controle de armas, além de conflitos na Ucrânia e no Oriente Médio, contribuíram para essa decisão.

A presidente do Boletim, Alexandra Bell, enfatizou a falha de liderança global e a persistente ameaça do uso de armas nucleares, enquanto a crescente preocupação com a desinformação gerada por tecnologias como a inteligência artificial também foi ressaltada.

Resumo gerado por IA

Cientistas responsáveis pelo chamado Relógio do Juízo Final anunciaram, nesta terça-feira (27), um novo ajuste que aproximou o marcador do ponto simbólico da aniquilação global. Pela primeira vez, o relógio passou a indicar 85 segundos para a meia-noite, o menor intervalo já registrado desde a criação do indicador.

A mudança representa um avanço de quatro segundos em relação à marca anterior e reflete, segundo os especialistas, o agravamento de riscos associados à segurança internacional, ao uso de armas nucleares e ao avanço de tecnologias com potencial impacto global.

O anúncio foi feito pelo Boletim dos Cientistas Atômicos, organização sem fins lucrativos sediada em Chicago, que monitora ameaças existenciais à humanidade desde o período pós-Segunda Guerra Mundial.

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Tensões nucleares, conflitos e tecnologia entram no radar

De acordo com o Boletim, o comportamento considerado mais agressivo de potências nucleares como Estados Unidos, Rússia e China, aliado ao enfraquecimento de tratados de controle de armas, contribuiu para a decisão. Também pesaram no ajuste os conflitos em curso na Ucrânia e no Oriente Médio, além de tensões em regiões como a Ásia e o Hemisfério Ocidental.

Outro fator destacado foi a preocupação crescente com o avanço da inteligência artificial, especialmente no contexto da desinformação e da instabilidade política. A jornalista Maria Ressa, vencedora do Prêmio Nobel da Paz em 2021, participou do anúncio e alertou para o que classificou como uma crise global da informação, impulsionada por tecnologias que ampliam a propagação de conteúdos falsos.

A presidente e CEO do Boletim, Alexandra Bell, afirmou à Reuters que o cenário atual reflete uma falha de liderança em escala global. Segundo ela, o risco de uso de armas nucleares permanece em um patamar considerado inaceitável, em meio à pressão sobre estruturas diplomáticas e à possibilidade de retomada de testes nucleares por grandes potências.

Criado em 1947, o Relógio do Juízo Final foi concebido como uma ferramenta simbólica para alertar a sociedade sobre ameaças capazes de comprometer a sobrevivência do planeta. Esta é a terceira vez, em quatro anos, que os cientistas aproximam o marcador da meia-noite, sinalizando um ambiente internacional cada vez mais instável.

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