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O menino Ali Ghassan Nader, de 11 anos, morreu em um ataque israelense no sul do Líbano no último domingo (26). Na mesma ação, também morreram os pais dele, Ghassan Nader e Manal Jaafar, ambos naturalizados brasileiros.
Segundo familiares, o garoto tinha o sonho de conhecer o Brasil, país onde os pais viveram por cerca de duas décadas e construíram parte da vida. A morte da família foi confirmada pelo Ministério das Relações Exteriores.
O caso ganhou repercussão após relatos emocionados de parentes, que destacaram os vínculos da família com o país e o impacto da tragédia entre os familiares.
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De acordo com o tio do menino, a família morou por anos em Foz do Iguaçu, onde trabalhou, teve filhos e passou pelo processo de naturalização. Eles permaneceram no Brasil até 2010, quando decidiram retornar ao Líbano.
Mesmo após a mudança, os laços com o Brasil foram mantidos. O menino, nascido no Líbano, era fã da seleção brasileira e cresceu ouvindo histórias sobre o país onde os pais viveram.
Um dos irmãos da vítima sobreviveu ao ataque, enquanto outros dois filhos do casal não estavam na residência no momento do bombardeio.
Segundo familiares, a família havia deixado a região sul do Líbano no início do conflito e se deslocado para a capital, Beirute. Após o anúncio de um cessar-fogo, retornaram para casa, onde foram atingidos.
A residência foi completamente destruída no ataque. Parentes relataram dificuldades para localizar os corpos das vítimas após o bombardeio.
O episódio ocorre em meio à escalada de tensão na região, com novos ataques registrados mesmo após a prorrogação do cessar-fogo entre forças israelenses e o grupo Hezbollah. O governo brasileiro condenou os ataques e informou que presta assistência à família por meio da embaixada em Beirute.
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