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Publicado em 10/11/2025, às 10h48 Marina Gonçalves
Manter o corpo em movimento é um dos segredos para uma vida mais longa e saudável. Para pessoas mais velhas, por exemplo, pequenas atividades no dia a dia, como caminhadas leves, podem melhorar não apenas a energia e a disposição, mas também prevenir o risco de algumas doenças.
De acordo com informações do portal Superinteressante, um Estudo sobre Envelhecimento do Cérebro de Harvard, publicado na revista Nature Medicine, mostrou qual a quantidade de passos diários pode diminuir de forma significativa o declínio cognitivo em idosos que apresentam maior risco de desenvolver Alzheimer.
O estudo, iniciado há 14 anos, acompanhou 296 participantes, entre 50 e 90 anos, todos sem sinais de declínio cognitivo. A cada ano, os pesquisadores de Harvard acompanham a saúde e os hábitos dos voluntários por meio de testes cognitivos e exames de neuroimagem. Além disso, os participantes usavam um dispositivo para registrar o total de passos diários.
A neuroimagem permite identificar duas proteínas relacionadas ao Alzheimer, a beta-amiloide e a tau, que surgem antes dos sintomas e estão associadas ao declínio cognitivo característico da doença, embora ainda não se saiba exatamente como atuam.
Os pesquisadores compararam pessoas com acúmulo de beta-amiloide no cérebro e que eram sedentárias com aquelas que se mantinham ativas, para avaliar o efeito da caminhada no risco de Alzheimer, e descobriram que andar entre 3 mil e 7,5 mil passos por dia pode atrasar o surgimento dos sintomas em até sete anos, mesmo com a presença da proteína no cérebro.
As imagens cerebrais indicam que, mesmo com o aumento contínuo da beta-amiloide, a prática de exercícios tende a atrasar o acúmulo da proteína tau, que está mais diretamente ligada aos sintomas do Alzheimer. Não foram notados benefícios adicionais ao ultrapassar esse número de passos.
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