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PF investiga ameaça de facção no Pará durante a COP30

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Forças Armadas e operação de segurança visam proteger delegações e garantir a ordem durante a COP30 em Belém, apesar de ameaças  |   BNews RN - Divulgação
BNews Natal

por BNews Natal

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Publicado em 07/11/2025, às 10h11



A Polícia Federal (PF) abriu inquérito para investigar suposta ameaça do Comando Vermelho (CV) a uma subestação de energia do Pará que pode comprometer as atividades da COP30.

O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, relatou que a corporação recebeu o alerta e instaurou o inquérito desde a última terça-feira (4/11). “Recebemos e instauramos inquérito para apurar”, disse o delegado.

A ameaça, segundo relatos da empresa “Verene Energia S.A.”, teria sido feita a trabalhadores da subestação de Marituba (PA) por um homem que se identificou como integrante do Comando Vermelho.

O suposto integrante da facção teria feito duas exigências explícitas: 1) a suspensão imediata da obra de expansão da subestação Marituba; e 2) a interrupção diária de todas as atividades a partir das 15h.

A subestação tem papel estratégico na COP30. Ela é considerada infraestrutura crítica do Sistema Interligado Nacional (SIN), cuja eventual falha compromete redes de abastecimento e comunicação.

O Ministério de Minas e Energia também foi acionado pela empresa de energia. A pasta, então, pediu ao Gabinete de Segurança Institucional da Presidência (GSI) para reforçar a proteção da subestação.

O que diz o governo do Pará

A Secretaria de Segurança Pública do Pará informou que a denúncia sobre a ameaça chegou há uma semana e ressaltou que as obras da subestação não estão paralisadas e seguem normalmente.

A pasta informou ainda que a Polícia Militar paraense atua com rondas e policiamento no local. A Polícia Civil do estado, por sua vez, também já instaurou inquérito para investigar o fato.

GLO na COP30

Militares à frente da operação de Garantia da Lei e da Ordem na COP de Belém relataram que os monitoramentos de inteligência até agora descartam risco de atentados violentos durante o evento e que o foco da operação será a mobilidade urbana e a segurança nas manifestações previstas.

Desde a manhã da última segunda-feira, a força-tarefa que cuida da segurança do evento faz varreduras nos locais por onde as delegações internacionais passarão. São esperados nesta semana em Belém pelo menos 53 chefes de estado ou de governo para a Cúpula dos Líderes.Nem mesmo o receio de eventuais ações do Comando Vermelho despertou algo que chamasse a atenção. 

A presença das Forças Armadas se estenderá por sete locais da sede da COP30 e dois locais fora de Belém: a área da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, em Altamira (a 485 KM de Belém em linha reta), e a Usina Hidrelétrica de Tucuruí, na cidade do mesmo nome, na bacia do rio Tocantins, a 450 KM da capital paraense. 

Foram incluídos portos, aeroportos, estações de tratamento de água e vias de acesso. “O propósito é assegurar a integridade de instalações e serviços estratégicos durante o período dos eventos”, informou o governo.

As Forças Armadas atuam em coordenação com os órgãos de segurança pública federais e estaduais, com o objetivo de garantir a segurança das delegações, chefes de Estado, autoridades estrangeiras e representantes da sociedade civil, além de preservar a ordem pública e a normalidade das atividades locais.

Além do uso das Forças Armadas, foi montado um megaesquema de segurança pública, chamado de “Operação Marajoara”. A ação é coordenada pelo Ministério da Defesa especificamente para a COP30 e tem reforços de unidades especializadas de diversas partes do País.

Assalto a jornalistas

Nem mesmo o reforço na Segurança impediu que uma dupla de jornalistas fosse assalata em Belém. Os dois correspondentes estrangeiros, uma argentina e um chileno, ambos de uma emissora do Catar, foram vítimas de um roubo no último domingo, 2 de novembro, enquanto estavam pelo Mercado Ver-o-Peso, na cidade de Belém, no Pará.

jornalistas assaltados

Os profissionais estão na região para cobrir a 30ª Conferência das Partes das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30). (veja vídeo abaixo)

A ocorrência foi confirmada no dia seguinte pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). Os dois, segundo a corporação, seguiam em direção à Estação das Docas quando foram abordados por homens armados com facas e exigiram que os pertences, como um colar, um relógio e uma carteira, fossem entregues.

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