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Parcelamento via Pix cresce antes da Black Friday, mas especialistas alertam para armadilhas financeiras

Reprodução/Marcello Casal Jr./Agência Brasil
Descubra como o parcelamento via Pix se popularizou e quais os riscos que ele traz para os consumidores durante a Black Friday  |   BNews RN - Divulgação Reprodução/Marcello Casal Jr./Agência Brasil
Giovana Gurgel

por Giovana Gurgel

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Publicado em 17/11/2025, às 13h03



O parcelamento via Pix tem se popularizado às vésperas da Black Friday e conquistado consumidores que desejam aproveitar os descontos sem pesar no bolso de imediato.

Porém, apesar da aparência de facilidade, a modalidade funciona de forma semelhante a um empréstimo e pode elevar o risco de endividamento em um cenário já delicado: em setembro deste ano, 79,5% das famílias brasileiras estavam endividadas, segundo a CNC.

Professores e especialistas em finanças destacam que o Pix parcelado não é gratuito, tampouco isento de juros. A prática envolve empresas intermediárias - especialmente fintechs - que pagam o valor total ao lojista, enquanto o consumidor assume parcelas acrescidas de taxas e juros.

Franz Petrucelli, professor de Administração da Wyden, alerta para a falsa sensação de liquidez.

“O principal risco para quem acredita que o Pix parcelado não cobra juros é o endividamento. As empresas pagam o valor total ao lojista, e o consumidor reembolsa em parcelas. É aí que incidem juros e taxas”, afirma.

Alisson Batista, professor de Ciências Contábeis da Estácio, reforça que a atenção deve ser a mesma aplicada aos parcelamentos tradicionais. Ele lembra que, se houver possibilidade de pagar à vista, é mais vantajoso negociar um desconto.

“Se a pessoa não tiver certeza de que terá o recurso para pagar o Pix parcelado, não deve contratar. Os riscos são os mesmos de ficar inadimplente com cartão de crédito ou cheque especial”, explica.

Leia também:

Como usar o Pix parcelado sem comprometer o orçamento

1. Avalie a renda mensal: certifique-se de que as parcelas cabem no orçamento junto das despesas essenciais.
2. Organize o calendário de pagamentos: evite acumular vencimentos no mesmo período.
3. Priorize o pagamento à vista: negociar descontos pode ser mais vantajoso do que parcelar.
4. Compare alternativas de crédito: carnês ou financiamentos podem ter custos menores dependendo do caso.
5. Não parcele se houver incerteza: se o orçamento está apertado, o risco de inadimplência é alto.

A recomendação geral dos especialistas é simples: o Pix parcelado pode ser útil em situações pontuais, mas precisa ser usado com cautela para não se transformar em mais uma dívida difícil de controlar.

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