Geral
Publicado em 03/02/2026, às 12h00 Malu Machado
O início de 2026 no Brasil é marcado por uma onda de calor, com temperaturas até 5°C acima da média histórica, afetando diversas capitais e exigindo cuidados especiais da população.
Esse fenômeno climático pode persistir por mais de cinco dias, e a elevação das temperaturas, inclusive à noite, sobrecarrega o sistema cardiovascular e os rins, aumentando os riscos à saúde.
Para mitigar os efeitos do calor, recomenda-se hidratação constante, ajustes na dieta, proteção contra o sol e atenção especial a grupos de risco, como crianças e idosos, que são mais vulneráveis às altas temperaturas.
Com a chegada de uma massa de ar quente e seco, o ano de 2026 começa com um desafio climático em diversas regiões do Brasil. Em várias capitais brasileiras, os termômetros estão registrando temperaturas até 5°C acima da média histórica.
O fenômeno, que pode durar mais de cinco dias consecutivos, exige cuidado redobrado, pois o organismo humano leva tempo para se adaptar a mudanças tão bruscas.
Quando as temperaturas permanecem elevadas inclusive durante a noite, o corpo perde a chance do "descanso térmico", sobrecarregando o sistema cardiovascular e os rins. Para atravessar esse período com segurança, confira 5 orientações essenciais:
A regra de ouro é: não espere sentir sede. No Brasil, a umidade do ar costuma cair drasticamente durante as ondas de calor, acelerando a perda de líquidos. Mantenha uma garrafa de água sempre à mão. Aumente o consumo de frutas ricas em água (como melancia e abacaxi) e evite o excesso de cafeína e álcool, que favorecem a desidratação.
Em dias quentes, o metabolismo digestivo fica mais lento. Para evitar a sensação de moleza e o aumento do calor interno, priorize refeições leves. Evite alimentos ultraprocessados, muito salgados ou gordurosos, que exigem um esforço extra do organismo para serem processados.
Se precisar sair de casa entre as 10h e 16h, procure o lado da sombra e use barreiras físicas. Roupas de algodão ou tecidos tecnológicos com proteção UV são as mais indicadas, pois facilitam a evaporação do suor. Chapéus, bonés e óculos escuros não são apenas acessórios, são itens de segurança essenciais sob o sol forte.
Mantenha a casa ventilada, mas feche as cortinas nos horários em que o sol bate diretamente nas janelas para evitar o "efeito estufa" dentro dos cômodos. Se não houver ar-condicionado, bacias de água ou toalhas molhadas no ambiente podem ajudar na umidade. Banhos em temperatura ambiente são recomendados para resfriar a pele sem causar choque térmico.
O "estresse térmico" dá sinais claros. Se você sentir tontura, dor de cabeça persistente, fraqueza muscular, náuseas ou notar que a pele está muito quente mas você parou de suar, procure um local fresco imediatamente e hidrate-se. Em casos de confusão mental ou desmaio, a assistência médica deve ser buscada com urgência.
No Brasil, a atenção deve ser redobrada com crianças e idosos. Devido às características fisiológicas, esses grupos demoram mais para perceber a sede e têm maior dificuldade em regular a temperatura corporal. Se você convive com pessoas nessas faixas etárias, ofereça água ativamente ao longo do dia.
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