Geral
por José Nilton Jr.
Publicado em 05/11/2026, às 13h56
Pelo menos 16 voos foram afetados por uma sequência de ameaças de bomba em diferentes países da Europa nesta quinta-feira (5). Os alertas provocaram desvios de rotas, pousos de emergência e operações de segurança em aeroportos, mobilizando forças policiais e equipes especializadas. Até o momento, nenhum explosivo foi encontrado nas aeronaves.
Entre os episódios mais graves está o de um voo da companhia Aer Lingus, que saiu de Dublin, na Irlanda, com destino a Roma, na Itália. A aeronave precisou ser desviada para uma base aérea em Évreux, na Normandia, a aproximadamente 100 quilômetros de Paris. Segundo o primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, os 151 passageiros e os seis tripulantes desembarcaram em segurança.
Outro avião, da companhia Finnair, que também seguia de Helsinque para Roma, recebeu uma ameaça de bomba e foi acompanhado pela Força Aérea italiana até o aeroporto da capital. A ameaça foi considerada infundada, e as operações no terminal continuaram normalmente, segundo informações divulgadas pela CNN Brasil.
A Bulgária registrou três ocorrências nesta quinta-feira. Aeronaves que partiram de Copenhague, na Dinamarca, e de Madri, na Espanha, com destino a Sófia, precisaram realizar pousos de emergência. Um terceiro avião, que fazia a rota entre Londres e Plovdiv, também foi obrigado a aterrissar antes do previsto.
Um porta-voz do Ministério dos Transportes da Bulgária informou que os procedimentos de segurança foram realizados após os pousos e que nenhuma irregularidade foi identificada nas três aeronaves.
Na República Tcheca, quatro voos foram redirecionados para Praga após alertas sobre possíveis dispositivos explosivos improvisados. As notificações chegaram por meio de um e-mail anônimo, e a polícia local coordenou os procedimentos com o Aeroporto Václav Havel. Depois das verificações, todas as ameaças foram descartadas.
Outro caso envolveu um avião da Wizz Air que fazia a rota entre Milão, na Itália, e Bucareste, na Romênia. A aeronave, que transportava aproximadamente 200 passageiros, foi desviada após uma ameaça de bomba. O pouso ocorreu sem incidentes e a agência de inteligência romena informou que nenhum explosivo foi encontrado.
Em Milão, dois voos com destino ao aeroporto de Malpensa conseguiram aterrissar normalmente, apesar dos alertas. Equipes especializadas em desativação de explosivos foram acionadas. Já no aeroporto de Madri, três voos foram afetados por ameaças que acabaram consideradas falsas pelas forças de segurança.
A onda de alertas não começou nesta quinta-feira. Na terça-feira (3), pelo menos sete aeronaves e um navio de cruzeiro receberam ameaças semelhantes em diferentes pontos da Europa, provocando interrupções nas operações e mobilização de equipes de segurança. Nenhum artefato explosivo foi identificado.
Entre os casos registrados naquele dia, quatro voos da Ryanair foram alvo de ameaças, provocando inspeções na Itália, Espanha e Bulgária. Duas aeronaves que seguiam para Lisboa e Dublin foram verificadas no aeroporto de Fiumicino, em Roma. Passageiros, tripulantes, bagagens e aviões passaram por varreduras, mas o alerta foi encerrado sem identificação de riscos.
A Wizz Air registrou outros episódios nos últimos dias. Em 3 de novembro, um avião que partiu de Milão/Bérgamo para Sófia recebeu uma ameaça de bomba e pousou em segurança com 176 passageiros. No dia anterior, outra aeronave da companhia, que fazia a rota entre Londres e Sófia, precisou ser desviada para Budapeste, na Hungria, onde foi escoltada por um caça Gripen.
Outro episódio ocorreu em 18 de outubro, envolvendo um voo da Austrian Airlines que saiu de Tel Aviv, em Israel, com destino a Viena, na Áustria. Após uma suposta ameaça enquanto sobrevoava a Romênia, a aeronave foi redirecionada para Sófia, na Bulgária, sob escolta de um caça MiG-29 da Força Aérea búlgara.
O avião, um Airbus A320, transportava 51 passageiros e seis tripulantes. Todos foram evacuados após o pouso, sem registro de feridos.
Apesar da sequência de ameaças, nenhum país assumiu a responsabilidade pelos alertas. Os episódios ocorrem em meio a acusações de autoridades europeias contra Rússia e Irã por supostas ações de sabotagem e ataques híbridos, estratégia que envolve diferentes formas de pressão e desestabilização. Moscou e Teerã, no entanto, rejeitam as acusações.
Até o momento, as autoridades não confirmaram qualquer ligação entre as ameaças recebidas pelas companhias aéreas. As investigações e os procedimentos de segurança seguem para identificar a origem dos avisos e verificar se existe uma ação coordenada por trás dos episódios.
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