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Novos documentos expõem bastidores de Fauci sobre origem da covid-19 e eficácia das vacinas

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Mais de mil páginas de documentos de Fauci expõem discussões sobre a origem do coronavírus e a eficácia das vacinas  |   BNews RN - Divulgação Reprodução/Poder360
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por BNews RN

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Publicado em 03/08/2026, às 13h01



Mais de mil páginas de documentos atribuídos ao ex-diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos (National Institute of Allergy and Infectious Diseases – NIAID), Anthony Fauci, foram divulgadas pelo senador republicano Rand Paul. O material reúne e-mails, diários e anotações que revelam discussões internas sobre a possível origem do coronavírus, a comunicação pública durante a pandemia e debates envolvendo a eficácia das vacinas contra a covid-19.

Os arquivos mostram que Fauci discutiu, ainda no início de 2020, a hipótese de um vazamento do vírus em um laboratório na cidade de Wuhan, na China, ao mesmo tempo em que, publicamente, reforçava a possibilidade de uma origem natural da doença. As informações também revelam divergências entre cientistas e autoridades do governo norte-americano durante a pandemia.

Além da origem do vírus, os documentos registram debates internos sobre estratégias de comunicação para evitar que determinadas informações afetassem a campanha de vacinação e as medidas adotadas pelas autoridades de saúde dos Estados Unidos.

Debates sobre a origem do coronavírus

De acordo com os registros, a primeira discussão sobre um possível acidente de laboratório ocorreu em 31 de janeiro de 2020, durante uma teleconferência organizada pelo cientista Jeremy Farrar. Na ocasião, pesquisadores analisaram duas hipóteses para o surgimento do coronavírus: a transmissão natural entre espécies e um eventual vazamento em um laboratório localizado em Wuhan.

Segundo as anotações, parte dos especialistas avaliava que determinadas mutações observadas no vírus não pareciam compatíveis com um processo evolutivo conhecido na natureza. Outros pesquisadores, entretanto, defendiam que a origem natural continuava sendo a explicação mais provável e desaconselhavam aprofundar investigações sobre manipulação laboratorial.

Fauci registrou que sugeriu ampliar o grupo de especialistas encarregados de analisar a questão. Ele também relatou conversa com Alex Azar, então secretário de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos, que teria manifestado resistência à participação da Organização Mundial da Saúde (OMS) na coordenação das investigações por receio da reação do governo chinês.

Divergências entre posicionamentos públicos e privados

Os documentos indicam que, apesar das dúvidas discutidas internamente, Fauci passou a defender publicamente a hipótese de origem natural do coronavírus. Em uma reunião realizada em 7 de julho de 2021 com integrantes do Conselho de Segurança Nacional dos Estados Unidos, ele criticou conclusões do Departamento Federal de Investigação dos Estados Unidos (Federal Bureau of Investigation – FBI), que apontavam para um possível vazamento em laboratório.

Nas anotações, Fauci afirmou que as justificativas apresentadas pelo FBI não faziam sentido e declarou considerar mais consistente a hipótese de transmissão natural entre espécies. Ainda assim, escreveu que mantinha a mente aberta para a possibilidade de um acidente de laboratório, embora avaliasse essa hipótese como menos provável.

Os registros também mostram discussões sobre pesquisas conhecidas como "ganho de função", técnica que consiste na modificação genética de vírus ou outros microrganismos para que adquiram novas características. Em maio de 2021, Fauci defendeu uma postura mais ativa do governo na divulgação de esclarecimentos públicos sobre esse tipo de pesquisa, alegando que o silêncio poderia alimentar suspeitas de ocultação de informações.

Bastidores sobre vacinas e depoimento ao Senado

Em anotações datadas de 13 de agosto de 2022, Fauci relatou ter atuado para evitar que os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (Centers for Disease Control and Prevention – CDC) divulgassem uma avaliação que, segundo ele, poderia transmitir a ideia de ausência total de eficácia das vacinas contra infecção e transmissão da covid-19.

Segundo os registros, Fauci argumentou que uma declaração nesse sentido poderia comprometer a campanha de vacinação com imunizantes bivalentes e prejudicar ações judiciais relacionadas aos mandatos de vacinação adotados nos Estados Unidos.

Os documentos também mencionam que, durante depoimento prestado em 29 de julho de 2026 à Comissão de Segurança Interna e Assuntos Governamentais do Senado dos Estados Unidos, Fauci invocou a Quinta Emenda da Constituição norte-americana e optou por não responder a perguntas sobre decisões tomadas durante a pandemia e sobre a origem do coronavírus.

Os arquivos ainda registram que ele foi diagnosticado com um infarto pulmonar em junho de 2021, após procurar atendimento por dores no peito. As anotações descrevem o diagnóstico e o tratamento, mas não estabelecem relação causal entre o quadro clínico e a vacinação contra a covid-19.

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