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Nova variante do coronavírus é monitorada após avanço internacional

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Nova variante da Covid com maior escape imunológico é identificada em diversos países e segue sob monitoramento  |   BNews RN - Divulgação Imagem: Reprodução

Publicado em 28/03/2026, às 16h37   Mayane Lins



A nova variante do coronavírus, BA.3.2, identificada em 23 países, apresenta maior capacidade de escapar da resposta imunológica, mas não há evidências de que cause formas mais graves da doença até o momento.

A OMS destaca que, apesar do escape de anticorpos, as vacinas continuam eficazes na prevenção de casos graves e não houve aumento significativo de internações associadas à nova linhagem nos locais onde ela circula.

Embora a BA.3.2 ainda não tenha sido registrada no Brasil, autoridades de saúde enfatizam a importância da vacinação atualizada, com reforços regulares para grupos prioritários, e a necessidade de vigilância contínua sobre o comportamento do vírus.

Resumo gerado por IA

Uma nova linhagem do coronavírus, identificada como BA.3.2, tem chamado a atenção de autoridades sanitárias internacionais por apresentar maior capacidade de escapar da resposta imunológica do organismo. A variante já foi detectada em pelo menos 23 países e está sendo acompanhada por órgãos de saúde, como a Organização Mundial da Saúde (OMS). Apesar dessa característica, não há, até o momento, evidências de que ela provoque formas mais graves da doença.

Segundo a OMS, a BA.3.2 apresenta um nível elevado de escape de anticorpos quando comparada a variantes atualmente predominantes, como JN.1 e LP.8.1. Ainda assim, a entidade afirma que as vacinas continuam eficazes na prevenção de casos graves, hospitalizações e mortes. Até agora, também não foram identificados aumentos significativos de internações ou ocupação de leitos de UTI associados à nova linhagem nos países onde ela já circula.

A variante foi identificada pela primeira vez na África do Sul, em novembro de 2024, e, ao longo dos meses seguintes, passou a ser registrada em outros países, incluindo Moçambique, Alemanha e Holanda. Após um período de baixa circulação, houve crescimento nos registros a partir do segundo semestre de 2025. Entre novembro de 2025 e janeiro de 2026, a BA.3.2 chegou a representar cerca de 30% das sequências analisadas em países europeus como Dinamarca, Alemanha e Holanda.

Nos Estados Unidos, a presença da nova linhagem foi confirmada em diferentes contextos, incluindo amostras de viajantes, esgoto de aeronaves e análises ambientais em vários estados. De acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), a BA.3.2 possui entre 70 e 75 mutações na proteína Spike em relação a outras variantes recentes, o que pode explicar sua maior capacidade de escapar da resposta imune.

Até o momento, não há registros dessa variante no Brasil. Mesmo assim, autoridades de saúde reforçam a importância de manter a vacinação atualizada. Desde 2024, a imunização contra a Covid-19 faz parte do calendário nacional para grupos prioritários, como gestantes, idosos e crianças. Idosos devem receber reforço a cada seis meses, enquanto outros públicos, como pessoas com comorbidades e profissionais da saúde, seguem com recomendações específicas.

A orientação segue sendo a mesma: manter o esquema vacinal em dia e acompanhar as atualizações das autoridades sanitárias. Embora a nova variante não represente, por ora, um aumento de risco, especialistas destacam a necessidade de vigilância contínua para identificar possíveis mudanças no comportamento do vírus.

Classificação Indicativa: Livre

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